Em um cenário marcado por incertezas econômicas e mudanças constantes no comportamento de compra, a indústria de alimentos para pets já entende que a imprevisibilidade veio para ficar.
Diante desse novo normal, muitas empresas do setor estão colocando a inovação e o desenvolvimento de novos produtos no centro de suas estratégias para 2026.
Uma pesquisa recente realizada pelo portal Petfood Industry mostra que 39% dos profissionais do setor apontam o comportamento menos previsível do consumidor como o principal desafio do momento, superando preocupações como tarifas e comércio global, custos de matérias-primas e retenção de talentos, que aparecem com 17% cada.
Crescimento mais cauteloso para o setor
O impacto das mudanças no perfil do consumidor também se reflete nas projeções de crescimento.
Segundo a pesquisa, 33% dos entrevistados esperam um crescimento modesto da indústria em 2026, enquanto apenas 17% projetam um desempenho forte.
Por outro lado, quase 28% acreditam que as vendas devem se manter estáveis, e o restante prevê desde uma leve retração até desafios mais significativos, com possíveis quedas no desempenho do mercado.
Quando o olhar se volta para as empresas individualmente, o otimismo também é moderado: 33% esperam crescimento de receita entre 1% e 5%, enquanto 22% projetam avanços de 6% a 10%.
Um grupo menor, cerca de 13%, aposta em crescimentos mais agressivos, acima de 11%.
Inovação no radar
Apesar do cenário cauteloso, um dado se destaca de forma positiva: 39% dos profissionais afirmam que pretendem investir em inovação e no lançamento de novos produtos em 2026, percentual equivalente ao dos que planejam reforçar ações de marketing e construção de marca.
Após um período de desaceleração no desenvolvimento de novidades, o movimento é visto como um sinal de retomada — e, principalmente, como uma resposta direta às novas expectativas dos consumidores.
Um relatório da NielsenIQ (NIQ), divulgado no segundo semestre de 2025, reforça esse ponto ao derrubar um mito comum no varejo: o de que consumidores, diante de crises constantes, baixam suas expectativas.
Na prática, acontece o oposto. Os consumidores esperam que marcas e fabricantes invistam ainda mais em inovação e tecnologia para minimizar impactos antes que eles cheguem ao consumidor final.
Agilidade e valor prático como diferenciais
Segundo a NIQ, empresas que conseguem agir rapidamente diante da volatilidade, como ajustar formulações frente a variações nos preços de commodities, tendem a sair na frente.
O mesmo vale para aquelas que identificam oportunidades de solucionar problemas antes que eles afetem a experiência de compra.
Outro ponto-chave é entender com profundidade quais atributos de produto realmente importam para o consumidor e entregar benefícios claros, que simplifiquem a rotina e tragam sensação de valor.
Para o setor de pet food, isso pode significar desde melhorias nutricionais até soluções mais práticas, sustentáveis e alinhadas ao estilo de vida atual dos tutores.
Fonte: Petfood Industry, adaptado por Cães & Gatos
FAQ sobre comportamento do consumidor
Por que o comportamento do consumidor virou o maior desafio para o pet food?
Porque os consumidores estão mais cautelosos, informados e mudam suas decisões de compra com mais frequência diante de incertezas econômicas.
A indústria de pet food ainda deve crescer em 2026?
Sim, mas de forma mais moderada. A maioria dos profissionais projeta crescimento discreto ou estabilidade no mercado.
Por que a inovação se tornou prioridade para as empresas do setor?
Porque atende às novas expectativas dos consumidores, ajuda a enfrentar a volatilidade e pode gerar diferenciação em um mercado cada vez mais competitivo.

