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Maira Formenton traz insights sobre a Osteoartrite Felina no Simpósio Dor e Comportamento 2025

Considerada uma doença inflamatória complexa, a Osteoartrite requer tratamento multimodal

Maira Formenton traz insights sobre a Osteoartrite Felina no Simpósio Dor e Comportamento 2025
Por Danielle Assis
18 de outubro de 2025

A Osteoartrite Felina é uma doença de prevalência importante na clínica de felinos, causando prejuízos para a qualidade de vida dos animais.

Durante a sua palestra no Simpósio Dor e Comportamento 2025, a médica-veterinária membro e pesquisadora do Ambulatório de Dor e Cuidados Paliativos da FMVZ-USP, Maira Formenton, apresentou os diferentes aspectos da doença, desde sua apresentação até as possibilidades de tratamento.

Segundo a especialista, nos cães o principal sintoma da Osteoartrite é a claudicação. Porém, nos gatos isso é diferente.

“Nos felinos a claudicação é o último sinal clínico aparente. Neles, alterações no salto são uma das manifestações mais precoces e que podem auxiliar no diagnóstico”, explica.

Por falar em diagnóstico, Maira comentou que existem diferentes metodologias que podem ser aplicadas. O teste de resistência é uma delas, sendo muito recomendado.

Com isso, na prática, esse teste pode ser usado para avaliar a resposta do animal ao tratamento em casa. A sugestão é analisar o tempo que o felino leva para subir ou descer uma escada antes e depois do uso dos medicamentos.

Tratamento é multimodal

“A Osteoartrite é uma doença inflamatória complexa, que envolve diversos fatores inflamatórios, como o NGF e a substância P”, esclarece.

Deste modo, a enfermidade reage bem a terapia com anti-inflamatórios não esteroidais, como o Meloxican. Contudo, os efeitos colaterais da medicação, principalmente nos rins, requer cuidado com o seu uso.

A médica-veterinária afirma que a única terapia capaz de tratar, melhorar os sintomas e prevenir a Osteoartrite Felina é o exercício físico, especialmente no solo.

“Porém, não é indicado o exercício quando o paciente está com dor e inflamação”, pontua.

Já dentre os nutracêuticos com evidência científica comprovada, de acordo com Formenton, o único é o ômega-3.

Para complementar, ela indica para o tratamento da doença terapia complementar com fisioterapia e fisiatria. Os anticorpos monoclonais também são indicados e representam uma opção moderna e eficiente para o manejo da doença nos gatos.