Uma operação policial conjunta fez história em Portugal ao desmantelar o que as autoridades consideram a maior “fábrica de animais” já registrada no país. Mais de 300 cães de companhia foram resgatados de uma propriedade localizada em Amarante, no distrito do Porto, onde eram mantidos em condições extremas de insalubridade.
Os animais, a maioria de pequeno porte e de raças altamente procuradas no mercado — como Yorkshire Terrier e Cavalier King Charles Spaniel —, eram explorados para reprodução em massa. Os filhotes eram posteriormente anunciados em plataformas online e vendidos por valores próximos a 100 euros.
Cenário de horror: Gaiolas, fezes e desnutrição

De acordo com os relatos das equipes de resgate que atuaram na propriedade, o cenário encontrado era degradante. Dezenas de cães estavam confinados em pequenas gaiolas, privados de espaço para movimentação e completamente cercados por fezes acumuladas, sem qualquer tipo de higiene básica. Além disso, vários animais apresentavam sinais visíveis de desnutrição crônica.
A megaoperação foi desencadeada graças à denúncia de um cidadão comum. O homem pretendia comprar um cão e agendou uma visita ao local; contudo, ao presenciar os maus-tratos e o estado deplorável do criadouro, desistiu imediatamente do negócio e acionou a polícia.
A ação mobilizou militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), fiscais da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), veterinários, técnicos municipais de Amarante e membros da conhecida associação Intervenção e Resgate Animal (IRA).
Próximos passos e responsabilização criminal
A proprietária do imóvel foi formalmente identificada pelas autoridades e é a principal suspeita de cometer o crime de maus-tratos a animais de companhia. Apesar da gravidade das acusações e da dimensão do caso, ela responderá em liberdade e não foi presa de imediato.
Todos os mais de 300 cães resgatados estão passando por um processo detalhado de identificação, além de exames e cuidados veterinários urgentes. Assim que estiverem estabilizados, os animais serão gradualmente encaminhados para abrigos e locais de acolhimento temporário parceiros das associações protetoras.
Fonte: Anda, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

