Em uma operação histórica que marca o encerramento de uma década de intervenções diretas no país, a organização Humane World for Animals retirou mais de 70 cães de um criadouro voltado à indústria de carne canina em Gangjin, no sudoeste da Coreia do Sul.
Entre os sobreviventes resgatados de gaiolas enferrujadas estão exemplares da raça nativa Jindo, pastores alemães, mestiços de corgi e husky, além de diversos cães de pequeno e médio porte.
A ação é considerada a última grande operação de resgate da ONG no território sul-coreano antes da entrada em vigor integral da lei que bane definitivamente o setor.
O estabelecimento em Gangjin, administrado por um idoso de 80 anos que assinou um termo para encerrar as atividades, mantinha os animais em condições severas de privação e já chegou a abater até mil cães por ano.
Proibição histórica da carne de cachorro entra na fase final
O resgate acompanha a derrocada acelerada do comércio de carne canina no país asiático. Dados do Ministério da Agricultura da Coreia do Sul revelam que 82% dos criadouros registrados já encerraram as atividades, restando poucas centenas em operação.
A mudança atende à Lei Especial aprovada por unanimidade pela Assembleia Nacional, que proíbe o abate, a criação e a comercialização de cães para consumo humano a partir de 7 de fevereiro de 2027, sob pena de até dois anos de prisão.
Pesquisas recentes indicam que 86% da população sul-coreana rejeita o consumo de carne de cão, refletindo a transformação cultural na relação entre a sociedade e os animais de companhia.
A atuação das entidades internacionais agora se concentrará na fiscalização do cumprimento da lei no país e no combate à prática em outras nações asiáticas, como Vietnã, Indonésia, Índia e China.

Protocolos de saúde e adoção nos Estados Unidos e Canadá
Após a retirada do local, todos os cães resgatados passaram por exames clínicos detalhados e testagens para doenças respiratórias.
O protocolo sanitário inclui a aplicação de vacinas essenciais contra raiva, cinomose, parvovirose, hepatite, leptospirose, parainfluenza e gripe canina, atendendo aos rigorosos requisitos de transporte internacional.
Os animais serão transferidos nas próximas semanas para abrigos e lares temporários nos Estados Unidos e no Canadá, onde estarão disponíveis para adoção definitiva por famílias locais.
Fonte: R7, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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