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Médica esclarece cinco mitos e verdades sobre a alergia dos tutores aos animais de estimação

Um alérgico não tem a necessidade de se desfazer do animal, desde que siga algumas orientações

Algumas pessoas sofrem com alergia a cães e gatos e chegam a pensar em doar seus animais de estimação por esse motivo. A médica alergista e imunologista Brianna Nicoletti explica que os pets eliminam pelos e resíduos, têm descamação da pele que não são identificados a olho nu, então, por meio do contato, existe a inalação das substâncias durante a respiração.

“Para as pessoas que possuem hipersensibilidade a estes resíduos inalados, há uma reação inflamatória cujas manifestações são coceira na face (principalmente nariz e olhos), espirros, congestão, coriza e tosse”. Conta a alergista.

Porém, na maioria das vezes, ao seguir algumas orientações e tomando medicações de controle da alergia prescritas por um médico, a inflamação é controlável. Brianna desmistifica os principais mitos e verdades sobre reações alérgicas a pets e dá dicas para conviver com os animais sem sofrimento.

Animais de pelo curto são mais indicados para quem tem alergia? Mito! Brianna explica que o alérgeno dos animais não está no “pelo” propriamente dito, mas sim nas células mortas da pele do animal. Também podem estar na saliva e urina do pet. Então se o pelo é curto ou longo, tanto faz! ⁠.

Existem raças que causam menos reação alérgica? Mito! “Você pode ser menos sensível a certas raças de animais, mas NÃO existe um animal de estimação verdadeiramente hipoalergênico”, reforça a médica.

Gatos causam mais alergia do que cães? Verdade! As alergias a gatos, segundo a profissional, são duas vezes mais comuns que as alergias a cachorros, pois os felinos liberam muito mais alérgenos.

Uma dica para diminuir os sintomas da alergia é lavar as mãos depois de acariciar o pet (Foto: reprodução)

Evitar o contato com o pet resolve problemas de alergias? Em partes, verdade: Um animal dentro de casa acumula ácaros. Os ácaros também se alimentam da pele do animal. O ácaro é muitas vezes o grande vilão da alergia respiratória. ⁠A dica da médica para alérgicos é: “Independente da raça do animal, limite o contato, por exemplo, mantenha-o fora do quarto e principalmente da cama. Lave as mãos depois de acariciar o pet.⁠ Use um limpador de ar particulado de alta eficiência (HEPA) para reduzir alérgenos na superfície.⁠ Aspire pisos e móveis com frequência.⁠ Dê banhos frequentes no pet – pelo menos uma vez por semana. ⁠Tome medicação para alergias conforme as instruções médicas e antes que os sintomas se desenvolvam, considere imunoterapia (vacina de alergia)”, recomenda.

Apenas gatos ou cachorros podem provocar reações alérgicas? Mito! Qualquer animal de pelo ou pena pode causar alergias: pássaros, hamsters, porquinho-da-índia. Além do alérgeno específico do animal, a presença de animais no ambiente interno da casa aumenta a quantidade de ácaros (maior disponibilidade na cadeia alimentar, já que ácaros se alimentam de detritos de pele).

A médica ainda considera importante destacar que é possível, sim, um alérgico conviver com animais de estimação, não é necessário se desfazer do animal. “Ter um animal de estimação tem muitos benefícios para a saúde, já foi comprovado cientificamente que reduz o estresse; diminui a depressão e a sensação de solidão; ajuda o tutor a manter uma vida mais ativa; ajuda na aprendizagem de ter certos compromissos e responsabilidades, dentre muitos outros benefícios”, finaliza.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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