in

Médico-veterinário possui repertório diverso e pode atuar em 80 áreas diferentes

Brasil é um dos principais formadores de médicos-veterinários do mundo

Hoje, dia 9 de setembro, comemora-se o Dia do Médico-Veterinário, profissão que surgiu ainda no período Neolítico, concomitantemente com o início da domesticação dos animais. Desde então, a profissão ganhou diversos contornos e relevância, sendo fundamental tanto para a saúde dos animais como dos próprios seres humanos e oferece uma ampla gama de oportunidades de atuação.

“O médico-veterinário é a intersecção entre atividades relacionadas à pesquisa e saúde pública, ao mercado pet e ao agronegócio, segmentos pujantes e que registram crescimento, mesmo diante dos desafios impostos em uma situação como a pandemia que estamos vivenciando, por exemplo. Cada vez mais esse profissional ganha relevância no contexto da Saúde Única, ou a chamada One Health, que entrelaça a saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente como condição essencial a um mundo melhor, mais saudável”, diz a assessora Técnica, do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), médica-veterinária, Dra. Anne Helzel.

Segundo levantamento do Ministério da Educação, o Brasil é, hoje, um dos principais países formadores de médicos-veterinários no mundo, com mais de 148 mil profissionais, além de 461 universidades que oferecem o curso, à frente de mercados como os Estados Unidos, Alemanha, Itália e Reino Unido.

Companhias, como a Elanco Saúde Animal, reúnem parte desses profissionais em seu quadro de funcionários visando proporcionar mais saúde aos animais, às pessoas e ao planeta. Considerada a segunda maior empresa do setor em todo o mundo e a terceira no Brasil, com soluções para o bem-estar de animais de estimação e de produção, a Elanco tem, hoje, em seu quadro de funcionários no Brasil, mais de 65 médicos-veterinários atuando em diferentes frentes.

“Toda proteína animal que chega à mesa do consumidor, como carnes, ovos ou leite e seus derivados, deve passar por uma inspeção criteriosa. Quem exerce este papel é o médico-veterinário. Além disso, é esse profissional que cuida da saúde dos animais no campo. Assim, a profissão exerce impacto direto na saúde pública, sendo a intersecção entre a medicina humana e a animal. Trata-se de um conceito de saúde única, no qual acredito e compartilho com meus colegas de trabalho”, afirma o médico-veterinário e analista de Assuntos Regulatórios Sênior na Elanco, Dario Abbud Righi.

“Quando ingressei na faculdade de Medicina Veterinária, queria atuar em fazendas. Além de veterinário de campo e clínico, fiz mestrado e doutorado na área de farmacologia e toxicologia aplicada à medicina veterinária da Universidade de São Paulo (USP), o que me proporcionou a oportunidade de trabalhar na sede do Ministério da Agricultura, na área de segurança alimentar; no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Minas Gerais, no diagnóstico de doenças; na Universidade de Brasília como professor universitário e, hoje, na parte regulatória da segunda maior indústria de soluções para o bem-estar e saúde animal em todo o mundo”.

A Elanco tem como parte de seus compromissos globais, ajudar, até 2030, mais de 40 milhões de pets a receberem cuidados melhores por meio do trabalho com médicos-veterinários e tutores e a melhorar a saúde e o bem-estar de 3 bilhões de animais de produção. “Hoje minha rotina na Elanco é bem diferente da do médico-veterinário clínico ou do campo, mas é igualmente desafiadora e essencial ao bem-estar animal e das pessoas”, diz Dario Righi, que complementa: “A dedicação, o estudo perene, o amor e comprometimento com a saúde dos animais e a dos seres humanos são a essência comum a todos os passos da minha trajetória profissional”.

Elanco visa ajudar, até 2030, mais de 40 milhões de pets a receberem cuidados melhores por meio do trabalho com médicos-veterinários e tutores (Foto: reprodução)

Mais diversidade

Alberto Henrique Rocha Filho também é médico-veterinário e hoje atua no setor de avicultura, na área de gestão e produção de frangos da empresa Rivelli, em Minas Gerais, tendo passado pelo setor comercial e técnico da companhia. “A medicina-veterinária proporciona uma gama enorme de possibilidades, a maioria com forte impacto na economia do país e saúde das pessoas; e isso me enche de orgulho”, afirma Alberto.

Também médica-veterinária CEO da Integral Comunicação, Flávia Fontes, contribui para o setor de saúde animal de outra forma: com conteúdo. “Hoje, atuo em funções que, sob a perspectiva do senso comum, fugiriam ao escopo da Medicina Veterinária, mas minha formação acadêmica e amor pela pecuária foram e são fundamentais para eu fazer tudo o que faço”, relata Flávia que produz conteúdo técnico para o setor de produção alimentos de origem animal, falando com todos os elos das cadeias produtivas, desde o pecuarista até o consumidor final.

Crescimento

É impossível falar em Medicina Veterinária e não falar dos profissionais que se dedicam aos animais de estimação. Segundo estudo realizado no ano passado pelo Instituto Pet Brasil, o mercado pet teve um crescimento de 13,5% em relação ao ano anterior e segue sustentando uma projeção de faturamento anual na faixa dos R$ 40 bilhões. Atendimento clínico aos pets, pesquisa e desenvolvimento de produtos, comercialização de itens estão entre as inúmeras possibilidades para quem deseja abraçar o segmento.

“Meu movimento aumentou em torno de 25% no ano passado, em meio à pandemia. Ano inclusive, que abri meu primeiro modelo de franquia, com concessão de marca e know-how Bicho de Pet. Além dessa grande conquista, ainda este ano, ampliarei minha loja-matriz”, diz a médica-veterinária proprietária do Bicho de Pet, clínica e loja de produtos para cães e gatos em São Paulo, Bruna Lopes. Ela conta que sempre quis ser veterinária, desde criança. “Sempre tive muito amor e comprometimento com o que faço, características que são a essência de qualquer trajetória de sucesso na Medicina Veterinária clínica”, relembra.

Mesmo com jornadas tão diversas, todos os profissionais salientam a importância do amor e dedicação para quem quer seguir na área, sob projeções tão promissoras à profissão, seja na indústria, pesquisa, no setor Pet ou no agronegócio. Prezar uma boa formação, em uma boa universidade, desenvolver uma visão amplificada para diferentes oportunidades e nunca deixar de estudar, são conselhos comuns a todos eles para os futuros veterinários.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

LEIA TAMBÉM:

Veterinárias, com diferentes carreiras, apontam as realizações dentro da profissão

Conselhos de veterinária realizam campanha “Veterinários. Médicos com V de vida”

Veterinária fala sobre importância do atendimento especializado dentro do setor

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pet Care compra CSA Jardins

Grupo Pet Care anuncia aquisição de Centro de Saúde Animal, o CSA Jardins

setembro amarelo na veterinária

Mais estudos sobre a saúde mental de veterinários brasileiros podem evitar suicídios