Além de as mudanças climáticas trazerem alguns problemas para os animais de estimação, como alterações respiratórias, cardiovasculares, renais, gastrointestinais, entre outras situações, elas também afetam, diretamente, a proliferação de parasitas transmissores de zoonoses no meio ambiente.

De acordo com o médico-veterinário do Departamento de Clínica Médica e do Serviço de Infectologia, do Grupo Pet Care, Fabio Navarro Baltazar, de maneira geral, a temperatura influencia diretamente o ciclo de vida dos insetos, aumentando as taxas de reprodução e desenvolvimento, além da dinâmica populacional, fato que pode favorecer a propagação de zooantroponoses. “No entanto, indiretamente, a elevação da temperatura representa fator importante por elevar o índice pluviométrico, com a umidade vindo diretamente de encontro ao desenvolvimento dos flebotomíneos transmissores da leishmaniose, visto que os padrões de distribuição das chuvas, por exemplo, se relacionam diretamente com a sazonalidade destes insetos, conforme se observa nos dados científicos”, revela.
Baltazar explica que a elevação das temperaturas e a abundância pluviométrica, por exemplo, influenciam nas dinâmicas populacionais dos insetos, muitas vezes considerados vetores de patógenos, e na fauna silvestre, onde muitos animais são considerados reservatórios de hemoprotozoários, riquétsias, entre outros parasitas. “Semelhantemente, o aumento das chuvas pode favorecer a propagação de patógenos veiculados pela água, tanto aos animais quanto aos seres humanos, assim como se observa no caso das espiroquetas do gênero Leptospira”, menciona.

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