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Paraná: Centros de apoio à fauna reabilitaram 3,9 mil animais silvestres em 2021

Esses locais prestam atendimento a animais vítimas maus-tratos, comércio ilegal e outros

O Governo do Paraná reforçou a estrutura de proteção à fauna silvestre em 2021. A criação de novos centros de reabilitação para animais vitimados, pela Secretaria Estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, em parceria com as universidades, ampliou a capacidade de atendimento. Com isso, as seis unidades existentes receberam, triaram, trataram e destinaram 3.900 animais silvestres.

Foram inaugurados, este ano, quatro Centros de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS), em Cascavel, Londrina, Guarapuava e Maringá, além de um Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Ponta Grossa. Também foi renovada a parceria com a prefeitura da capital para a manutenção do CAFS Curitiba. Segundo o secretário Márcio Nunes, o investimento passa de um milhão de reais e a participação das universidades abre a possibilidade para que aos alunos se envolvam e desenvolvam pesquisas nessas áreas.

Foram reabilitados animais de cativeiros irregulares para serem reinseridos no meio ambiente ou encaminhados a cativeiros regularizados
(Foto: reprodução)

Esses locais prestam atendimento a animais vítimas de atropelamento, maus-tratos, comércio ilegal, tráfico e cativeiro irregular e que precisam de reabilitação para serem reinseridos no meio ambiente ou encaminhados a cativeiros regularizados. Segundo dados da Polícia Ambiental Força Verde, a média anual de animais apreendidos no Paraná é de 5.500, entre aves, mamíferos, répteis e anfíbios. Deste total, as aves representam mais de 90%.

Os CAFS e Cetas integram as inciativas Pró-Fauna da Secretaria, desenvolvidas pelo Instituto Água e Terra. Também faz parte o Programa Rio Vivo, lançado pela Sedest, IAT e Superintendência de Pesca e Bacias Hidrográficas, visando a preservação da vida aquática nas bacias hidrográficas do Estado. Em 2021, foram soltos um milhão e 200 mil peixes de espécies nativas, após estudos que mostram quais espécies devem ser soltas em cada Bacia Hidrográfica, além da análise genética dos peixes. Além disso, o Rio Vivo prevê a participação das comunidades nos eventos de soltura e atividades paralelas de educação ambiental, como o plantio de mudas de árvores nativas nas margens dos rios. Segundo o secretário, esta é uma ação relativamente simples, mas que ajuda a colocar o Paraná em destaque no ranking de desenvolvimento sustentável.

A atenção à saúde animal também se volta aos bichos urbanos e domésticos. O CastraPet, Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos do Paraná, promoveu a castração de cães e gatos em 89 municípios em 2021. No total, o programa já esterilizou, gratuitamente, mais de 25 mil animais de rua ou com tutores de baixa renda. Promovido pela Sedest, em parceria com as prefeituras, o CastraPet busca o controle populacional de cães e gatos e prevenção de zoonoses no contexto da Saúde Única, conscientizando a população sobre a importância da castração na saúde dos animais, na prevenção do abandono e quanto a importância da vacinação. Após a castração, as famílias tutoras recebem também gratuitamente a medicação pós-operatória e aplicação de microchip eletrônico de identificação animal.

A meta do programa é que, até final de 2022, a castração ocorra em 60% dos municípios paranaenses.

Fonte: Governo do Estado do Paraná, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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