A microbiota intestinal é composta por diferentes microrganismos, em sua maioria, bactérias benéficas, que desempenham funções essenciais para a saúde dos animais. Dentre elas, está o auxílio na digestão dos alimentos, principalmente na fermentação de componentes alimentares que não são totalmente digeridos pelo organismo, como algumas fibras alimentares.
“Durante esse processo são produzidos compostos benéficos, como os ácidos graxos de cadeia curta, que servem como fonte de energia para as células intestinais e ajudam a manter a integridade da mucosa intestinal. A microbiota também contribui para a absorção de nutrientes e para o equilíbrio do ambiente intestinal”, explica Ana Flavia Chizzotti, médica-veterinária, mestre em Nutrição de cães e gatos e gerente do departamento técnico da Quatree.
Contudo, mais do que participar da digestão, as bactérias benéficas do intestino de cães e gatos possuem uma relação próxima com o sistema imunológico.

Segundo a médica-veterinária, estima-se que 60% a 70% das células de defesa do organismo estejam associadas ao trato gastrointestinal, principalmente no tecido linfoide associado ao intestino, conhecido como Gut Associated Lymphoid Tissue (GALT).
“Uma microbiota equilibrada ajuda a estimular adequadamente o sistema imune, fortalecendo as barreiras de proteção do organismo e contribuindo para uma resposta mais eficiente contra agentes infecciosos”, comenta.
Alimentação como pilar fundamental
Da mesma forma que a alimentação pode contribuir positivamente com a microbiota intestinal, a ingestão de alimentos inadequados ou mudanças bruscas na dieta é capaz de causar desequilíbrios, comprometendo a saúde digestiva e imunológica dos animais.
Com isso, a oferta de dietas equilibradas e compostas por ingredientes de qualidade, fibras funcionais, prebióticos e probióticos favorece o crescimento de bactérias benéficas.
