Um filhote de gato de apenas 10 centímetros de altura recuperou a mobilidade e o convívio com outros felinos após receber um equipamento de reabilitação improvisado.
Batizado de Gelato, o animal deu entrada no abrigo Cincinnati Animal CARE, no estado de Ohio (EUA), apresentando uma lesão na região lombar que comprometia os movimentos das patas traseiras e o impedia de urinar sozinho.
Resgatado em um parque próximo à instituição junto com outros quatro irmãos de ninhada, o filhote era pequeno demais para utilizar as cadeiras de rodas veterinárias padronizadas do abrigo.
Para permitir que o felino se locomovesse sem agravar o quadro neurológico, a equipe de assistência veterinária desenvolveu uma estrutura sob medida utilizando réguas de madeira, fita adesiva, fita isolante, abraçadeiras plásticas e dois carrinhos da marca Hot Wheels.
Estrutura “Trono do Leão” impulsionou reabilitação e força muscular
O projeto foi liderado por Mallory Smith, supervisora de assistentes veterinários do abrigo.
O primeiro protótipo, feito com papelão, não resistiu à agitação do filhote, exigindo uma versão reforçada com madeira. Batizado carinhosamente de “The Lion’s Throne” (“O Trono do Leão”), o suporte permitiu que Gelato mantivesse a coluna alinhada enquanto utilizava as patas dianteiras para se locomover.
Além de permitir que o gatinho voltasse a brincar com seus irmãos, o uso do equipamento serviu como ferramenta de fisioterapia. O estímulo diário ajudou na recuperação gradativa da força muscular e no controle das patas traseiras, reduzindo a necessidade de o animal se arrastar pelo chão.

Evolução do quadro e substituição por prótese em impressora 3D
Com a repercussão da história do gatinho nas redes sociais, o protótipo inicial de réguas e brinquedos ganhou uma atualização tecnológica. Devido ao rápido crescimento do filhote, um voluntário desenvolveu e doou uma cadeira de rodas ajustável produzida em uma impressora 3D, personalizada com o nome de Gelato gravado na estrutura.
A equipe médica do Cincinnati Animal CARE mantém o acompanhamento fisioterapêutico diário para avaliar a extensão da recuperação motora do animal. Embora ainda não seja possível determinar se Gelato caminhará de forma totalmente independente no futuro, a resposta ao tratamento é considerada altamente positiva pelos especialistas.
Fonte: UOL, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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