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Problemas cardiovasculares podem ser apresentados pelos pets durante o inverno

É importante o veterinário saber que há como prevenir e informar os tutores

Com o frio, há mais riscos de as pessoas desenvolverem doenças cardiovasculares. Com os pets não é diferente, por isso, é a hora de os veterinários orientarem tutores e ficarem atentos aos animais que chegam à clínica. Mas, o que pode acontecer com os pets nesses dias em que as temperaturas ficam mais baixas?

A médica-veterinária autônoma com serviço volante de Cardiologia Veterinária e diretora de Publicidade da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária (SBCV), Natália Pisciottano Noronha, explica que na Medicina Veterinária, diferente da Medicina Humana, existem poucos trabalhos científicos que estudam os efeitos do frio nas doenças cardíacas.

“Extrapolando os dados em humanos, o frio ou calor intensos podem prejudicar animais que possuam doenças cardiovasculares. Isso acontece, pois, alterações climáticas extremas exercem um impacto direto na saúde cardiovascular, induzindo um aumento na pressão arterial, aumento na viscosidade sanguínea, aumento na frequência cardíaca, arritmias malignas e aumento da demanda de oxigênio pelo miocárdio”, explica Natália.

A médica-veterinária, mestranda pelo Departamento de Cirurgia da Universidade de São Paulo (USP) e diretora secretária da SBCV, Suzana Neves Enumo, também aponta que, na Medicina Humana, é fato documentado que nos meses mais frios do ano há maior ocorrência de complicações cardiovasculares. “No entanto, na Veterinária, o que se tem de evidência é que há uma tendência sazonal do aumento da ocorrência de insuficiência cardíaca nos animais, sendo ela mais alta no outono e no inverno, para cães e para gatos, respectivamente”.

O quanto frio deve estar o dia para que possa trazer a possibilidade de algum mal aos pets? De acordo com Suzana, na rotina clínica, é percebido a tendência do aumento de casos durante todo o período de inverno em que a temperatura média fica por volta dos 17°C. “O tempo necessário para que o frio prejudique a função cardíaca dependerá do quanto ela já está insuficiente, ou seja, do estágio em que o paciente se encontra”, explica.

Já para Natalia, observando os estudos em humanos, o grande problema está na oscilação da temperatura, no clima que não é constante, ondas intensas de calor ou frio repentinas ou quando há exposição a um clima muito frio ou muito quente de forma crônica e constante.

Já que dias frios podem trazer más consequências para os animais de companhia, as profissionais entrevistadas falam como prevenir que os animais não sofram nessa época do ano. “É importante que o pet fique em ambiente aquecido desde o começo do inverno e evite passeios e banho nos horários mais frios do dia. Se for possível, diminuir a frequência dos banhos e sempre secar em seguida. Roupinhas e cobertas são muito bem vindas no frio”, afirma Suzana.

Natalia Noronha acrescenta a necessidade de manter o animal sempre abrigado, e aquecido com roupinhas, caminhas, cobertores, pois tudo isso evita o sofrimento nos dias frios.

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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