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Programa de Fauna exigido pelo Ibama auxilia na conservação de espécies ameaçadas

O Programa de Monitoramento de Mamíferos exigido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no licenciamento ambiental da Usina Hidroelétrica (UHE) Serra do Facão, na divisa de Minas Gerais e Goiás, apontou a existência de 32 espécies de médio e grande porte na Área de Preservação Permanente (APP) mantida pelo empreendimento. Dez dessas espécies estão classificadas como ameaçadas de extinção. 

Programa de Fauna exigido pelo Ibama auxilia na conservação de espécies ameaçadas
Por Equipe Cães&Gatos
19 de outubro de 2022

O Programa de Monitoramento de Mamíferos exigido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no licenciamento ambiental da Usina Hidroelétrica (UHE) Serra do Facão, na divisa de Minas Gerais e Goiás, apontou a existência de 32 espécies de médio e grande porte na Área de Preservação Permanente (APP) mantida pelo empreendimento. Dez dessas espécies estão classificadas como ameaçadas de extinção. 

Uma série de medidas vem sendo adotada para contribuir com a regeneração e a manutenção dos fragmentos florestais contidos na APP, que possui cerca de 12 mil hectares. Tais iniciativas têm criado condições favoráveis à permanência de espécies da fauna nativa da região. 

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Existência de 32 espécies de médio e grande porte na Área de Preservação Permanente (APP) mantida pelo empreendimento. Dez dessas espécies estão classificadas como ameaçadas de extinção (Foto: Ibama)

Ações como o cercamento da área de preservação dificultam a entrada de animais domésticos ou de criação e, ainda, o avanço de construções paralelas ao lago da represa. Uma outra medida importante para o sucesso da conservação da fauna e da flora no entorno da UHE foi o Programa de Educação Ambiental – que trabalha, por meio de ações como reuniões e oficinas, a conscientização da população da área de influência da usina sobre a importância da preservação da biodiversidade e do ecossistema. 

A coleta de dados teve início antes da supressão de vegetação para implantação da UHE e seguiu até as fases de enchimento do reservatório e de recomposição da APP. Os dados facilitaram a compreensão das condições dos animais na área protegida. 

As espécies veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus); lobo-guará (Chrysocyon brachyurus); raposa-do-campo (Lycalopex vetulus); gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi); gato-do-mato-do-sul (Leopardus tigrinus); gato-maracajá (Leopardus wiedii); onça-parda (Puma concolor); anta (Tapirus terrestris); tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e tatu-canastra (Priodontes maximus) – classificadas como ameaçadas – representam 31,25% do total das espécies registradas na área de estudo. As amostragens – feitas nos pontos escolhidos para coletas de dados – evidenciam a importância dos fragmentos florestais adquiridos no entorno do empreendimento para conservação de fauna. 

Fonte: Ibama, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.