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Qual a relação dos pets exóticos com o controle do comércio ilegal de animais silvestres?

É importante analisar quais são as medidas em vigência no País para o controle e diminuição da prática ilegal

Contemporaneamente, sabe-se que o tráfico de animais silvestres é uma das atividades ilegais, sendo a terceira maior delas. Anualmente, segundo dados de 2012 da WWF, importante organização animal, cerca de 38 milhões de animais silvestres – em sua maioria aves – são removidos de suas áreas nativas.

Posto isso, é importante analisar quais são as medidas em vigência no País para o controle e diminuição da prática ilegal, tendo em vista a elevada procura de animais exóticos e o tráfico de animais silvestres enquanto um crime ambiental previsto em lei.

Sob essa perspectiva, o comércio de espécies silvestres ameaçadas de extinção, muitas vezes destinadas ao convívio doméstico enquanto pet não convencional, constitui uma grande preocupação global quando pensamos na legislação ambiental. A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), tem sido o tratado ambiental internacional de alta relevância, propondo o controle das atividades ilegais por meio de regulamentações do comércio relacionado às espécies. Dessa forma, com o fortalecimento dos grupos de crime organizado no comércio ilegal de espécies selvagens, o investimento em endurecer alguns mecanismos da CITES, bem como o enfoque ainda maior na prevenção dessas atividades, tem sido o ponto primário para combate.

Mas o que isso tem a ver com o meu pet não convencional?

No relatório divulgado em 2011, a Rede Nacional de Combate Ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS) identifica quatro fatores que colaboram para a manutenção do tráfico de animais silvestres e, dentre eles, menciona-se o uso desses animais para pet shops. É fato que, com o aumento na procura de animais exóticos, há uma grande articulação no tráfico desses animais devido ao imenso lucro obtido com relação a determinadas espécies – estudos apontam que espécies raras de papagaios, por exemplo, podem ser vendidas por compradores a U$65 mil! Além disso, o baixo risco de punições e a facilidade no contrabando de espécies tornam a prática atraente ao mercado ilegal; assim, devido à pouca eficácia na aplicação da lei ambiental ou sua inexistência em alguns lugares, o tráfico de animais silvestres continua a se estender.

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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