Opções
Pets e Curiosidades

Mugido de boi na lagoa? Conheça a rã gigante invasora que ameaça fauna em SC

A presença da rã-touro-americana em ecossistemas de Santa Catarina acende alerta entre pesquisadores e autoridades ambientais

Mugido de boi na lagoa? Conheça a rã gigante invasora que ameaça fauna em SC
Por Equipe Cães&Gatos
15 de julho de 2026

Uma espécie exótica e altamente invasora tem preocupado biólogos e autoridades ambientais no Sul do país. A rã-touro-americana (Lithobates catesbeianus), conhecida por seu tamanho gigante e por emitir um som grave que se assemelha ao mugido de um boi, foi detectada em Florianópolis (SC), acendendo um alerta vermelho para a conservação da biodiversidade local.

Originária da América do Norte, a rã-touro pode atingir dimensões impressionantes, chegando a pesar mais de um quilo. Sem predadores naturais eficientes no ecossistema brasileiro, o anfíbio se multiplica rapidamente e ocupa corpos d’água urbanos e naturais, competindo diretamente com as espécies locais.

Desequilíbrio ecológico e risco de extinção

O principal perigo da presença desse animal é o seu apetite insaciável. Considerada uma predadora generalista e extremamente voraz, a rã gigante alimenta-se de praticamente tudo o que consegue engolir — incluindo insetos, pássaros, cobras, pequenos mamíferos e outros anfíbios nativos de menor porte.

Além da predação direta, a rã-touro é uma conhecida vetora do fungo quitrídeo. Esse patógeno ataca a pele dos anfíbios e é responsável pelo declínio e extinção de centenas de espécies de sapos, rãs e pererecas ao redor do planeta, ameaçando gravemente a rica fauna de anfíbios de Santa Catarina.

rã touro
Rã-touro voltou a ser encontrada em Florianópolis (Foto: Morgana Fernandes / NSC TV)

Como agir ao avistar o animal?

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e órgãos ambientais de Florianópolis reforçam que a população não deve tentar manejar, alimentar ou transportar esses animais por conta própria, o que poderia dispersar ainda mais o fungo e a espécie.

A recomendação principal ao avistar o invasor é registrar o local exato com fotos ou vídeos e notificar imediatamente os órgãos de fiscalização ambiental ou os canais de monitoramento científico da região.

Fonte: g1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.