A primavera acaba de chegar e com ela os dias quentes estão cada vez mais frequentes, sendo necessário ter uma atenção especial quanto aos cuidados com os pets frente as altas temperaturas para prevenir a hipertermia.
Nesse períodos, situações simples, como deixar o animal alguns minutos dentro do carro, podem se tornar perigosas. Mesmo com janelas entreabertas, a temperatura no interior do veículo sobe rapidamente, transformando-o em uma estufa.
Diferente dos seres humanos, os cães e gatos não regulam a temperatura corporal tão eficientemente. Sem glândulas sudoríparas, eles perdem calor, principalmente, pela língua e pelos coxins — as almofadinhas das patas —, o que os torna mais sensíveis.
Quando a temperatura corporal ultrapassa os limites saudáveis, ocorre a hipertermia, que compromete órgãos vitais como coração, fígado e rins e pode levar à falência respiratória e convulsões.
“A hipertermia é uma emergência e precisa ser tratada como tal. Em poucos minutos, o calor pode causar danos irreversíveis ao organismo do animal, por isso o ideal é nunca deixá-lo sozinho dentro do carro ou em locais fechados”, explica Dra. Sibele Konno, diretora médica do Grupo Pet Care.
Diversos fatores influenciam essa condição, incluindo características físicas do pet, o ambiente em que está (isso vale também para o quintal sob sol intenso), a temperatura do local e o nível de atividade física.
Raças de focinho achatado (braquicefálicas), como pugs, bulldogues e shih tzus, são ainda mais vulneráveis, pois têm vias respiratórias estreitas e menor capacidade de dissipar calor, dificultando a regulação da temperatura corporal.

Sinais da hipertermia
O primeiro sinal da hipertermia costuma ser a respiração ofegante e intensa, especialmente em cães, mas os gatos também podem ser afetados.
Essa dificuldade respiratória pode vir acompanhada de salivação excessiva, fraqueza, desorientação e letargia, quando o pet apresenta falta de energia e dificuldade para se mover ou reagir aos estímulos.
Outros indicativos incluem rigidez muscular, arritmias e taquicardias. Nos casos mais graves, o animal pode apresentar vômitos, diarreia, convulsões e até perda de consciência.
O que fazer?
Ao notar qualquer sinal da hipertermia no pet é preciso manter a calma e agir rapidamente para reduzir a temperatura corporal de forma segura, evitando complicações.
Se o animal ainda estiver consciente, retire-o do ambiente quente e o leve a um local fresco, como uma área sombreada ou um cômodo com ar-condicionado.
Ofereça água em pequenas quantidades, sem forçar a ingestão, e utilize toalhas úmidas para refrescar regiões com menos pelagem, como barriga, axilas e virilha. Também é possível borrifar água ou dar um banho em temperatura ambiente, evitando choque térmico.
Durante todo o processo, entre em contato com um médico-veterinário e leve o cão ou gato ao hospital o quanto antes, lembrando que a hipertermia é uma emergência que exige ação imediata.
“A prevenção é sempre o melhor caminho. Nunca deixe seu pet, nem por cinco minutinhos, fechado dentro do carro, mesmo que pareça inofensivo. O amor e o cuidado estão justamente nas pequenas atitudes que garantem a segurança deles”, conclui a especialista.
Fonte: Grupo Pet Care, adaptado pela equipe Cães e Gatos.
FAQ sobre a hipertermia em cães e gatos
Por que a hipertermia acontece?
Essa condição ocorre quando a temperatura corporal ultrapassa os limites saudáveis e pode comprometer órgãos vitais, como coração, fígado e rins e levar à falência respiratória e convulsões.
Quais são os principais sinais da hipertermia em pets?
Os sinais clínicos mais comuns são respiração ofegante e intensa, salivação excessiva, fraqueza, desorientação e letargia. Nos casos mais graves, o animal pode apresentar vômitos, diarreia, convulsões e até perda de consciência.
Como prevenir esse problema?
Para evitar o desenvolvimento da hipertermia é fundamental manter os pets sempre em locais frescos e arejados, evitar passeios nos horários mais quentes do dia e jamais deixá-los no carro sozinhos.
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