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SBDV encerra congresso com foco em dermatite atópica e diretrizes brasileiras

Evento reuniu cerca de 700 participantes em Foz do Iguaçu e debateu avanços terapêuticos e desafios da dermatologia veterinária no Brasil

SBDV encerra congresso com foco em dermatite atópica e diretrizes brasileiras
Por Stéfani Campos Chagas
19 de outubro de 2026
Última atualização: 19/10/2026 - 18:03

O III Congresso Brasileiro de Dermatologia Veterinária, promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária (SBDV), reuniu cerca de 700 participantes em Foz do Iguaçu (PR), entre os dias 14 e 16 de outubro. Com uma programação científica voltada às principais tendências da área, o encontro colocou em evidência os avanços no tratamento da dermatite atópica e os desafios para aprimorar o diagnóstico e o manejo das doenças dermatológicas em cães e gatos.

Em entrevista exclusiva à equipe Cães&Gatos, Rita Carmona, presidente da SBDV, destacou a participação de profissionais brasileiros e internacionais na programação e a troca de experiências sobre novas abordagens terapêuticas. Segundo ela, a dermatite atópica foi um dos principais assuntos discutidos, por estar entre as doenças mais frequentes na rotina da Dermatologia Veterinária.

“O maior destaque foram os tratamentos para a dermatite atópica, as intervenções para a dermatite porque, sem dúvida nenhuma, é a doença mais comum que a gente tem dentro da Dermatologia Veterinária”, afirmou.

Tratamentos para dermatite atópica em destaque

A programação científica foi estruturada para abordar tendências e atualizações no campo da Dermatologia Veterinária, com a participação de profissionais reconhecidos no Brasil e no exterior. Entre os assuntos de maior relevância estiveram as intervenções para a dermatite atópica e a experiência clínica acumulada no uso das opções terapêuticas disponíveis.

Rita Carmona ressaltou que a chegada de novos medicamentos amplia as possibilidades de discussão sobre o tratamento da doença.

“A gente tem medicamentos novos, vão ter outros medicamentos, então toda a experiência dos profissionais foi aplicada e foi discutida aqui nesse congresso”, comentou.

O debate sobre as alternativas terapêuticas reforça a importância da atualização profissional diante da evolução dos tratamentos e da necessidade de avaliar as particularidades de cada paciente.

Rita Carmona
Rita Carmona, presidente da SBDV (Foto: Cães&Gatos)

SBDV pretende desenvolver diretrizes adaptadas ao Brasil

Outro desafio apontado pela presidente da entidade é a elaboração de diretrizes clínicas brasileiras para doenças dermatológicas. A iniciativa está entre os objetivos previstos para a próxima gestão da SBDV, com a proposta de desenvolver orientações sobre dermatite atópica considerando as características e as necessidades da realidade nacional.

“Um dos maiores desafios que a gente tem é fazer guidelines brasileiros sobre as doenças. Esse vai ser um grande desafio para o ano que vem, para a próxima gestão da SBDV. A gente pretende escrever os próximos guidelines de dermatite atópica, mas para a realidade brasileira”, explicou.

A construção de diretrizes nacionais poderá contribuir para organizar recomendações clínicas contextualizadas para os médicos-veterinários, considerando as particularidades do atendimento e os desafios enfrentados no País.

Congresso reuniu participantes do Brasil e da América Latina

De acordo com Rita Carmona, o congresso recebeu representantes de todas as regiões brasileiras, com maior participação do Sudeste, além de congressistas da Colômbia, do Panamá, do Chile, do Uruguai, da Argentina e do Equador.

A presença de profissionais de diferentes localidades favoreceu a troca de experiências e a discussão de temas relevantes para a prática clínica. A programação também foi marcada por uma homenagem ao Professor Larsson, profissional da Dermatologia Veterinária que participou da idealização do terceiro congresso, mas faleceu antes de sua realização.

Ao recordar o legado deixado por ele, a presidente da SBDV destacou o significado da homenagem para o encontro. “A alma dele, o legado que ele deixou na Dermatologia Veterinária está aqui presente. Então, obviamente, esse congresso foi todo pensado nele”, declarou.

A edição reforçou o papel do congresso como espaço de atualização científica e discussão dos próximos passos da Dermatologia Veterinária no Brasil, com destaque para o avanço das abordagens terapêuticas e a perspectiva de elaboração de diretrizes nacionais para a dermatite atópica.