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    Segundo pesquisa, 4 em cada 5 donos de pets não namorariam alguém que não gosta do seu animal de estimação

    Levantamento realizado nos Estados Unidos mostrou a conexão profunda entre tutores e seus animais de estimação

    Segundo pesquisa, 4 em cada 5 donos de pets não namorariam alguém que não gosta do seu animal de estimação
    Danielle Assis
    Danielle Assis
    27 de agosto de 2025

    Um levantamento realizado pela MetLife Pet Insurance com mil donos de pets, nos Estados Unidos, trouxe uma série de descobertas interessantes quanto a profundidade emocional do vínculo entre humanos e um animal de estimação. 

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    Para começar, 31% dos entrevistados afirmou que usariam tecnologia de inteligência artificial para gerar uma versão humana de seu pet e namorariam o resultado.

    Outro dado relevante é que 4 em cada 5 tutores, o que representa 81% dos participantes, relatou que se recusam a namorar alguém que não goste do seu animal de estimação. Além disso, 87% estariam dispostos a abrir mão do apartamento dos seus sonhos se não fosse pet friendly.

    Com relação aos cuidados com cães e gatos, 66% dos donos de animais de estimação afirmou priorizar as necessidades dos pets, como visitas ao veterinário e conforto, em detrimento dos seus próprios desejos. Já 44% estão dispostos a desistir de uma semana extra de férias remuneradas para cuidados emergenciais com animais de estimação pagos pelo empregador.

    Falando da personalidade dos pets, 2 em cada 5 tutores (39%) disseram que se o seu animal de estimação fosse humano, ele seria um “sinal de alerta ambulante”.

    A relação dos animais de estimação com seus tutores está cada vez mais intensa (Foto: Reprodução)

    Conexão profunda

    Não é uma novidade que a conexão entre as pessoas e os pets é profunda. Contudo, a pesquisa mostrou a intensidade dessa relação.

    Segundo o levantamento, mais de um terço dos entrevistados (38%) afirmou depender mais do seu animal de estimação do que de qualquer relacionamento humano. Essa tendência foi mais forte entre a Geração Z (43%) do que entre a Geração X/baby boomers (38%) e os millennials (35%).

    Além disso, mais da metade dos tutores (57%) diz “eu te amo” ao seu pet várias vezes ao dia e 77% sentem que o cão ou gato oferece mais apoio emocional do que seu antigo parceiro humano.

    Dos que afirmaram que estariam interessados ​​em namorar a versão humana do seu animal de estimação, a geração Y (34%) e a geração X/baby boomers (33%) prevaleceu, enquanto a geração Z foi a menos provável (24%). Desse total, os donos de cães (33%) e donos de gatos (31%) estavam quase empatados nessa ideia.

    Para psicoterapeuta e pesquisadora na University of Saskatchewan, Dra Renata Roma, o estudo revela como a humanização dos animais alcançou novos níveis.

    “Ao mesmo tempo em que os pets oferecem acolhimento e apoio genuínos, não podemos ignorar os riscos de projetar neles expectativas que pertencem às relações humanas. Reconhecer essa diferença é essencial para que esse vínculo seja saudável”, comenta.

    Confira a pesquisa completa aqui.

    FAQ sobre a relação do tutor com seu animal de estimação

    Como foi realizada a pesquisa?

    O levantamento das informações foi realizado nos Estados Unidos com mil tutores de pets.

    A relação das pessoas com o animal de estimação muda conforme a geração?

    Sim. Para exemplificar, no questionamento sobre a dependência do animal de estimação frente a qualquer relacionamento humano, a tendência foi mais forte entre a Geração Z (43%) do que entre a Geração X/baby boomers (38%) e os millennials (35%).

    Quais os riscos da intensidade da relação das pessoas com seus pets?

    Para manter um vínculo saudável é importante não projetar no animal de estimação expectativas que pertencem às relações humanas.

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