Um levantamento realizado pela MetLife Pet Insurance com mil donos de pets, nos Estados Unidos, trouxe uma série de descobertas interessantes quanto a profundidade emocional do vínculo entre humanos e um animal de estimação.
Para começar, 31% dos entrevistados afirmou que usariam tecnologia de inteligência artificial para gerar uma versão humana de seu pet e namorariam o resultado.
Outro dado relevante é que 4 em cada 5 tutores, o que representa 81% dos participantes, relatou que se recusam a namorar alguém que não goste do seu animal de estimação. Além disso, 87% estariam dispostos a abrir mão do apartamento dos seus sonhos se não fosse pet friendly.
Com relação aos cuidados com cães e gatos, 66% dos donos de animais de estimação afirmou priorizar as necessidades dos pets, como visitas ao veterinário e conforto, em detrimento dos seus próprios desejos. Já 44% estão dispostos a desistir de uma semana extra de férias remuneradas para cuidados emergenciais com animais de estimação pagos pelo empregador.
Falando da personalidade dos pets, 2 em cada 5 tutores (39%) disseram que se o seu animal de estimação fosse humano, ele seria um “sinal de alerta ambulante”.

Conexão profunda
Não é uma novidade que a conexão entre as pessoas e os pets é profunda. Contudo, a pesquisa mostrou a intensidade dessa relação.
Segundo o levantamento, mais de um terço dos entrevistados (38%) afirmou depender mais do seu animal de estimação do que de qualquer relacionamento humano. Essa tendência foi mais forte entre a Geração Z (43%) do que entre a Geração X/baby boomers (38%) e os millennials (35%).
Além disso, mais da metade dos tutores (57%) diz “eu te amo” ao seu pet várias vezes ao dia e 77% sentem que o cão ou gato oferece mais apoio emocional do que seu antigo parceiro humano.
Dos que afirmaram que estariam interessados em namorar a versão humana do seu animal de estimação, a geração Y (34%) e a geração X/baby boomers (33%) prevaleceu, enquanto a geração Z foi a menos provável (24%). Desse total, os donos de cães (33%) e donos de gatos (31%) estavam quase empatados nessa ideia.
Para psicoterapeuta e pesquisadora na University of Saskatchewan, Dra Renata Roma, o estudo revela como a humanização dos animais alcançou novos níveis.
“Ao mesmo tempo em que os pets oferecem acolhimento e apoio genuínos, não podemos ignorar os riscos de projetar neles expectativas que pertencem às relações humanas. Reconhecer essa diferença é essencial para que esse vínculo seja saudável”, comenta.
Confira a pesquisa completa aqui.
FAQ sobre a relação do tutor com seu animal de estimação
Como foi realizada a pesquisa?
O levantamento das informações foi realizado nos Estados Unidos com mil tutores de pets.
A relação das pessoas com o animal de estimação muda conforme a geração?
Sim. Para exemplificar, no questionamento sobre a dependência do animal de estimação frente a qualquer relacionamento humano, a tendência foi mais forte entre a Geração Z (43%) do que entre a Geração X/baby boomers (38%) e os millennials (35%).
Quais os riscos da intensidade da relação das pessoas com seus pets?
Para manter um vínculo saudável é importante não projetar no animal de estimação expectativas que pertencem às relações humanas.
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