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Sinais clínicos e conversa com o tutor são essenciais em casos de acidente com animal peçonhento

Médico-veterinário deve, imediatamente, realizar o tratamento de suporte indicado em cada caso

Há diagnósticos que podem ser desafiadores para o médico-veterinário. É o caso de pets que tenham sido picados por peçonhentos. Como reconhecer? E, se o tutor não viu o que aconteceu, como saber qual peçonhento foi o causador do problema? Conversamos com profissionais que já receberam casos como esses na rotina e podem esclarecer o que deve ser feito.

A médica-veterinária, clínica de Pequenos Animais no Centro Veterinário Pet Care/Unidade Pacaembu, em São Paulo (SP), Elisa de Arruda Leite Arantes, comenta que é possível suspeitar de acidente por animal/inseto peçonhento a partir do tipo de lesão ou do local onde o animal se encontrava. “A identificação do tipo de peçonha – se foi escorpião, aranha, cobra, etc -, normalmente, parte de um conjunto de informações: local geográfico do acidente e epidemiologia, características e local da lesão, sinais clínicos e tempo de evolução. Para isso, é necessário conhecer sobre os principais animais peçonhentos e suas zootoxinas”, afirma.

A médica-veterinária Sarah Iza Bianchini acrescenta que abelhas e vespas, normalmente, podem causar inchaço, urticária, angioedema e, em casos mais raros, reações anafiláticas. Escorpiões causam muita dor no momento da picada e podem cursar com febre. Aranhas causam coceira, vermelhidão e até ferimentos profundos e extensos, com áreas de necrose, causando uma grande sensação dolorosa. “Cobras, a depender do tipo, podem causar diferentes tipos de reações, porém, na maioria das vezes, de forma imediata, o local fica muito edemaciado, podendo ou não ter sangramento, paralisa, dor lancinante, sintomas que devem ser tratados de forma rápida e assertiva, pois o quadro pode evoluir para choque, falência renal, hepática e óbito. Nos casos de acidentes com sapo, podem ocorrer salivação excessiva, alteração nas pupilas, espasmos musculares e convulsões”, descreve.

Sarah pontua que, ao reconhecer o problema, o médico-veterinário deve, imediatamente, realizar o tratamento de suporte indicado no caso, pois, não existe um antídoto específico para cada espécie de animal peçonhento. “Controle de dor, convulsões e choques deve ser prioridade. Em caso de acidente com cobra, sempre utilizar o soro antiofídico polivalente o mais rápido possível, visando neutralizar o veneno que ainda estiver circulando na corrente sanguínea do paciente, aumentando, assim, as chances de sobrevida”.

Segundo ela, nos casos de reações alérgicas com acidentes com abelhas e vespas, na maioria das vezes, o tratamento consiste no uso de corticosteroides e anti-histamínicos. “Os casos evoluem de forma positiva, às vezes pode ser necessário internação para observação e, também, podem ocorrer choques anafiláticos que vão demandar cuidados como aferição de pressão, temperatura e monitorização constante do paciente”, diz.

Já nos casos de acidente com escorpião, explica Sarah, é necessário realizar potente resgaste analgésico, internação para controle de dor e monitorar exames de hemograma, função renal e hepática.

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

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(Foto: C&G VF)

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