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Manejo da Síndrome da Disfunção Cognitiva é tema da palestra no Animal Health 2026

Apresentação patrocinada por Nestlé Purina e ministrada por Daniela Ramos e Elídia Zotelli trouxe as mais recentes atualizações sobre a condição

Manejo da Síndrome da Disfunção Cognitiva é tema da palestra no Animal Health 2026
Por Danielle Assis
10 de março de 2026
Última atualização: 11/03/2026 - 15:46

Os cães e gatos estão envelhecendo mais, essa é uma realidade. Porém, junto com o processo de envelhecimento há maior predisposição ao desenvolvimento de determinadas doenças, como as cognitivas.

No primeiro dia de palestras do Animal Health 2026, evento realizado na Expo Center Norte, em São Paulo, de 10 a 12 de março, Daniela Ramos, médica-veterinária mestre, doutora e pós-doutora em Comportamento Animal, e Elídia Zotelli, médica-veterinária com atuação em Neurologia Veterinária, ministraram a palestra patrocinada pela Nestlé Purina: Velhice não é demência – O que o neurologista e o comportamentalista podem fazer juntos?

O envelhecimento pode ocorrer de três formas: saudável, doente e com disfunção cognitiva. Segundo Daniela Ramos, mesmo animais que envelhecem com saúde possuem alterações de comportamento devido a declínio sensorial e cognitivo.

Logo, no envelhecimento saudável ocorre um processo de declínio sensorial e cognitivo considerado normal. Já no envelhecimento doente, o animal pode apresentar dor, desconforto, perda de habilidades e experienciar efeitos colaterais de medicações.

Por outro lado, no envelhecimento com disfunção cognitiva há neurodegeneração intensa e progressiva.

Nova diretriz

No final de 2026 foi divulgada a primeira diretriz relacionada a Síndrome da Disfunção Cognitiva.

“Como neurologistas vemos que os paciente chegam com sinais clínicos mais avançados, o que leva a um diagnóstico tardio. Isso ocorre porque os sinais da doença são insidiosos e inespecíficos, principalmente no começo, existindo grande sobreposição de comorbidades, que deixam de lado o aspecto comportamental”, afirma Elídia.

De acordo com o guideline, a Síndrome da Disfunção Cognitiva é uma doença comum e animais acima de oito anos de idade. É mais comum em fêmeas do que em machos e em cães de pequenos porte.

Ela ocorre devido a estresse oxidativo, neuroinflamação e acúmulo progressivo de proteínas neurotóxicas.

Dentre seus sinais clínicos estão desorientação, alterações em ciclos de sono/vigília, vocalização, mudança nos hábitos de higiene e ansiedade, por exemplo.

Elídia Zotelli abordou os aspectos neurológicos da doença
Elídia Zotelli abordou os aspectos neurológicos da doença (Foto: Reprodução)

“Além disso, é preciso destacar que as doenças crônicas também costumam exacerbar os sinais neurológicos nos animais. Logo, nem sempre isso ocorre por conta da piora da sintomatologia e, sim, está associada ao agravamento de determinadas condições”, cita a profissional.

Dessa forma, é importante que animais acima de sete anos passem por avaliação cognitiva e comportamental. Já para os cães e gatos com idade acima de 10 anos, o acompanhamento deve ser semestral.

Estratégias comportamentais

Após diagnosticada a Síndrome da Disfunção Cognitiva, são estabelecidas estratégias comportamentais e medicamentosas, se necessário.

Para Daniela Ramos, as principais estratégias comportamentais são:

  • Olhos atentos: é preciso ser proativo no cuidado com animais idosos para perceber as alterações de comportamento, mesmo as sutis;
  • Manutenção do espaço físico: quanto menos mudança, melhor;
  • Adaptações ambientais necessárias: como potes de água adicionais, caminhas extras, rampa de acesso para mobília, odores distintos, carpetes e trilhas táteis, odor específico em determinados ambientes etc.;
  • Manutenção dos relacionamentos: não mudar de responsável, não adquirir filhotes, fortalecer as relações existentes e não mudar a maneira de lidar com o animal;
  • Estimulação física com adequação: para cães são indicados passeios curtos e frequentes, passeios estimulantes (em locais novos), massagem, escovação e banho de sol; para gatos são recomendadas brincadeiras curtas e frequentes com novidades, escovação, massagem, banho de sol e cuidado com superfícies verticais devido a quedas;
  • Estimulação mental com adequação: ensino de comandos básicos, jogos de achar comida, brinquedo e pessoas e outras atividades com nível baixo de dificuldade são recomendas;
  • Evite situações estressantes: banhos em excesso, procedimentos veterinários e atividade física e mental exuberante devem ser realizados com cautela;
  • Hora de relaxar: dessensibilização gradativa, sessões curtas e frequentes de massagem, escovação e outros cuidados que o animal aprecie;
  • Dieta em prol do idoso (dieta + suplementos): grande parte das dietas para idosos já possuem nutrientes que possuem ações neuroprotetoras, mas pode-se as complementar com o uso de suplementos;
  • Medicação na hora certa: se for necessário incluir medicações no tratamento da condição, deve-se tomar cuidado com interações medicamentosas.

“Quando é necessário fazer procedimentos cirúrgicos nos animais com Síndrome da Disfunção Cognitiva, sempre damos preferência para procedimentos mais rápidos e, se preciso, separamos em duas etapas para evitar longos períodos em anestesia”, esclarece Zotelli.

A escolha da Nestlé Purina em apoiar esta palestra foi estratégica, visto que a companhia é a única no mercado a oferecer alimentos com a tecnologia Optiage.

“O Pro Plan Senior Active Mind 7+ é formulado com a tecnologia Optiage, sendo um alimento para animais seniores composto por ácidos graxos de cadeia média, que oferecem energia alternativa para as células do cérebro ao invés da glicose. Assim, conseguimos ajudar cães idosos a pensarem como pensavam quando jovens”, comentam Priscila Rodrigues, gerente de informação veterinária da Nestlé Purina, e Tatiana Vita, representante de informação veterinária da Nestlé Purina.

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