in

Sofrimento não pode se tornar rotina no cotidiano dos médicos-veterinários

Esses profissionais, mesmo que de forma involuntária, transferem para si as dores e medos

A carga emocional que o médico-veterinário carrega em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é grande. Por isso, é importante perceber quando é necessário buscar ajuda. A psicóloga, especialista em Teoria, Pesquisa e Intervenção em Luto, com foco nas manifestações do luto antecipatório pela iminência da morte do animal de companhia, que trabalha como psicóloga hospitalar e clínica, dando suporte psicológico em situações de perdas e de luto pessoais e profissionais, na área veterinária, Joelma Ruiz, comenta que a prática da Medicina Veterinária oferece uma experiência única: a de promover cuidados aos animais, mas, simultaneamente, se expor a situações de crise.

“Isso porque, de acordo com Schoen (2013), cotidianamente, os médicos-veterinários entram e saem de histórias dramáticas narradas pelo cliente, sem tempo suficiente para refletir como tais cenários, mortes e histórias de vida influenciam nas rotinas pessoais e profissionais deles. Para tanto, necessitamos dialogar sobre sofrimento da equipe, o luto do profissional não reconhecido, autoconhecimento, autocuidado e promoção de saúde mental.

De acordo com Joelma, não estar preparado psicologicamente para enfrentar as dores e as perdas do cotidiano profissional da saúde, bem como não ser acolhido ou compartilhar suas emoções após atendimentos críticos, faz com que o sofrimento acabe sendo vivenciado em silêncio. “É importante nomear as emoções e compartilhar com os colegas de equipe, na troca de plantão ter espaço para falar desse sentimento de impotência, de estar diante da morte, o que possibilita significar o cuidado, alívio de dor, escuta e acolhimento com os familiares, que fazem a diferença na vida de todos os envolvidos, gerando um sentimento de satisfação pelo cuidado, mesmo sendo o cuidado do processo do morrer”, afirma.

A psicóloga e neuropsicóloga, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e mestra em Ciências, Elaine Di Sarno, afirma que profissionais que lidam com o sofrimento alheio constantemente estão sujeitos a desenvolver um fenômeno que se caracteriza por um cansaço físico e emocional causado pela compaixão vivenciada com os pacientes que estão sofrendo física e mentalmente. “Esses profissionais, mesmo que de forma involuntária, transferem para si as dores, medos e sofrimento, resultando respostas somáticas e/ou defensivas em relação ao seu trabalho. Eles presenciam o sofrimento do tutor e família. Os sintomas apresentados na fadiga por compaixão podem ser depressão, estresse e trauma. Portanto, é importante que os profissionais também tenham um suporte emocional”, diz.

Leia a reportagem completa em nossa revista on-line, clicando aqui. O conteúdo é gratuito.

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

LEIA TAMBÉM:

Dia de Combate: câncer de próstata atinge cães e gatos de meia idade a idosos

Profissionais da Medicina Veterinária não podem oferecer promoções de Black Friday

Veterinários e varejo pet aceleram utilização de ferramentas digitais para atingir clientes

(Foto: C&G VF)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

CRMV-SP Escuta

Projeto “CRMV-SP Escuta” reúne profissionais e autoridades de Araras (SP) e região

Simpósio Doe Amor

Special Dog Company realiza evento on-line sobre terapia transfusional para pets