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Veterinário revela algumas dicas para lidar com a Ansiedade de Separação dos pets

Profissional alerta para os cuidados essenciais durante a retomada das atividades externas

A histórica relação afetiva entre os humanos e os pets é bastante intensa. A pandemia e o consequente isolamento social aproximaram, ainda mais, os animais de seus tutores, fortalecendo esse vínculo. Mas, por outro lado, tendo em vista o retorno gradual das atividades profissionais e do cotidiano das pessoas, um tema tem ganhado cada vez mais relevância: a ‘Ansiedade da Separação’.

“Transtorno comum em muitos cães e gatos que sofrem com a ausência de seu tutor, a Ansiedade da Separação é capaz de aflorar nos pets sentimentos como solidão, apatia, falta de vontade de comer e brincar. Além disso, o transtorno estimula comportamentos considerados ‘comuns’ por seus tutores, mas que na verdade podem não ser, como uivos, choros, destruição de objetos da residência, espera em frente à porta de casa, dentre outros”, explica o especialista em comportamento animal de Balance, Cleber Santos.

Ainda segundo Santos, a necessidade de fazer parte de um grupo se intensifica com a separação, incentivando atitudes que demonstram uma carência excessiva – motivo de alerta para os tutores.

Ansiedade de Separação é capaz de aflorar nos pets sentimentos como solidão, apatia, falta de vontade de comer e brincar (Foto: reprodução)

Com o intuito de ajudar a tornar esse período de distanciamento menos sofrido e traumático para os pets e seus tutores, Balance reuniu as seguintes dicas de seus especialistas:

1. Estimule a alimentação com brinquedos de enriquecimento ambiental para simular uma caça, com isso eles ficarão entretidos por mais tempo e terão uma digestão melhor.

2. Comece a sair de casa (ou mesmo do cômodo) de forma gradativa, comece com 10 minutos e aumente aos poucos, para que os pets entendam que você vai voltar, diminuindo a sensação de abandono. Este treino pode ser feito em um fim de semana ou momentos que a família tenha mais tempo.

3. Sempre que sair, deixe vários brinquedos para eles, alguns inclusive recheados com petiscos e biscoitos balanceados, para que tenham atividades durante o dia.

4. Leve-os para parques e caminhadas, de preferência duas vezes ao dia, para socializar com outros pets e gastar energia. A dica do passeio também vale para gatos! Embora não seja comum, gatinhos adoram passear na coleira, farejar e descobrir o mundo lá fora!

5. Leve-os para creche ou hotel, para que aprendam a interagir com outros animais, gastem energia e criem uma rotina com outras pessoas, fazendo com que diminua essa dependência de seus tutores. No caso de gatos mais introspectivos, existem os chamados Pet Sitter, uma pessoa que disponibiliza seu espaço ou seu tempo para ficar com o animal.

Retomada da Convivência

Com a gradual retomada das atividades, os pets podem estranhar sair às ruas devido ao longo período dentro de casa. “Hoje, alguns animais podem se assustar com barulhos de ônibus, motos e carros em alta velocidade, por exemplo. A dificuldade em se relacionar com outros animais também pode ocorrer. Isso varia de espécie para espécie, algumas são mais afetadas e outras nem tanto. Por isso, é importante respeitarmos as especificidades de cada um e levá-los a lugares apropriados”, analisa o profissional.

A Ansiedade de Separação também pode afetar a alimentação dos pets. Geralmente, os animais, especialmente os cães, possuem um grande apetite, mas a angústia e a solidão podem diminuir o ímpeto deles por comida. Segundo o especialista de Balance, é importante os tutores ficarem de olho na possível de perda de peso e escore corporal deles. “O transtorno pode afetar, ainda, a forma como eles ingerem os alimentos. Comer muito rápido, praticamente engolindo tudo, é prejudicial para absorção dos nutrientes. Para tornar a alimentação mais lenta e saudável, recomenda-se, por exemplo, espalhar a ração pelo chão da casa a fim de estimular o forrageio dos grãos”, pontua o especialista.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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