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72% dos veterinários já trabalham de forma independente. O que isso muda na gestão do negócio?

Pesquisas mostram o avanço da autonomia na profissão e os novos desafios de quem decide seguir com o próprio negócio

72% dos veterinários já trabalham de forma independente. O que isso muda na gestão do negócio?
Por Equipe Cães&Gatos
3 de novembro de 2026

Em cinco anos, a forma de exercer a medicina veterinária no Brasil mudou de lado. Segundo o estudo Radar Vet 2025, da Comissão de Animais de Companhia do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Comac/Sindan), feito em parceria com a consultoria H2R com 805 entrevistados, 72% dos médicos-veterinários atuam hoje de forma independente. Em 2021, eram 26%. Outros 14% são proprietários de clínicas ou hospitais, e 14% seguem no regime CLT.

A intenção, ao que tudo indica, é continuar assim. Na Pesquisa Global de Membros da VetFamily, comunidade de estabelecimentos veterinários independentes, 84% dos entrevistados disseram que pretendem seguir à frente de negócios autônomos. Apenas 4% consideram vender a operação para um grupo corporativo.

Um mercado em crescimento e em consolidação

O movimento acontece num setor aquecido. A indústria veterinária cresceu mais de 10% no último ano, com faturamento próximo de R$ 12 bilhões. O mercado de animais de companhia é o principal motor desse resultado: há dez anos, respondia por 17% do volume de negócios do setor e hoje representa 27%.

Ao mesmo tempo, grandes grupos compram clínicas e hospitais pelo país. Nesse cenário, quem quer continuar independente precisa ganhar eficiência e se profissionalizar sem abrir mão da propriedade e da identidade do próprio negócio.

O que está mudando na rotina

Entre os membros da VetFamily, 84% fizeram ao menos uma mudança estrutural relevante no último ano, como a compra de equipamentos ou a revisão de preços. Além disso, 38% já colocam a inteligência artificial aplicada ao diagnóstico entre as prioridades do negócio. Dermatologia, cardiologia, nutrição e comportamento animal aparecem entre as especialidades em alta, e redes sociais, agendamento online e comunicação direta com os responsáveis já fazem parte do dia a dia de grande parte dos profissionais.

O maior desafio, porém, está nas pessoas. Para 45% dos membros, o bem-estar da equipe já é uma dificuldade maior do que o próprio recrutamento.

“Estamos diante de um profissional mais atento à gestão e às decisões estratégicas do negócio. A busca por tecnologia, eficiência operacional e melhores condições comerciais mostra que permanecer independente não significa estar sozinho. Nosso papel é criar as condições para que esses negócios possam evoluir, trocar experiências e tomar decisões mais qualificadas sem abrir mão de sua identidade”, afirma Stella Grell, Country Manager da VetFamily no Brasil.

Stella Grell
Stella Grell, Country Manager da VetFamily no Brasil (Foto: Divulgação)

Independência com apoio

Presente no Brasil desde 2022 e parte de uma rede global com mais de 11 mil hospitais, clínicas, consultórios e serviços de home care em 14 países, a VetFamily se apoia em três pilares: poder de negociação, suporte à gestão e comunidade de aprendizado. A rede conecta os estabelecimentos a fornecedores, laboratórios e marcas do setor, que participam como parceiros comerciais, enquanto os membros mantêm autonomia total sobre as decisões do próprio negócio. O cadastro na comunidade é gratuito e pode ser feito neste link.

Do dado à prática: Member Day 2026

Os desafios apontados pelas pesquisas estão no centro do Member Day VetFamily 2026, encontro anual da comunidade, no dia 14 de novembro (sábado), no Novotel São Paulo Morumbi. Com o tema Você em foco, a programação reúne atualização clínica em medicina felina, neurologia e dermatologia, e temas de gestão como formas de recebimento, inteligência artificial na rotina e acolhimento e comunicação, além de uma palestra do CRMV-SP sobre estabelecimentos e documentação. A participação é exclusiva para membros VetFamily.

Fonte: VetFamily, adaptado pela equipe Cães&Gatos.