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Acromegalia: além do diabetes, doença desafia a clínica felina

Ainda pouco reconhecida, a acromegalia pode estar por trás de casos de diabetes mellitus de difícil controle, especialmente em felinos

Acromegalia: além do diabetes, doença desafia a clínica felina
Por Stéfani Campos Chagas
27 de outubro de 2026

Embora considerada uma endocrinopatia incomum, a acromegalia provavelmente ainda é subdiagnosticada na Medicina Veterinária. A evolução lenta e a semelhança dos sinais clínicos com outras alterações metabólicas podem dificultar o reconhecimento da doença, atrasando o diagnóstico e o tratamento.

Caracterizada pelo excesso crônico do hormônio do crescimento (GH), a enfermidade provoca aumento do fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1), levando a alterações como crescimento exagerado de tecidos, resistência insulínica e diabetes mellitus, principalmente em gatos.

Para a médica-veterinária Nayara Cristina de Paula Silva, formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e especializada em Endocrinologia e Metabologia de Pequenos Animais e em Nutrição e Nutrologia de Pequenos Animais pela ANCLIVEPA/SP, ampliar a suspeita clínica é essencial para identificar os pacientes.

“Muitos sinais clínicos são progressivos e podem ser confundidos com alterações relacionadas ao envelhecimento, obesidade ou resistência insulínica. O diagnóstico precoce permite uma melhor abordagem terapêutica e acompanhamento do paciente”, afirma.

Quando suspeitar da doença?

Nos gatos, o principal alerta para investigação da acromegalia é o diabetes mellitus de difícil controle, especialmente em pacientes que necessitam de doses elevadas de insulina ou não apresentam resposta esperada ao tratamento.

Além da resistência insulínica, podem ocorrer alterações como aumento da cabeça e das características faciais, crescimento das patas, aumento de massa corporal e alterações respiratórias e cardíacas.

“O médico-veterinário deve suspeitar, principalmente, diante de um gato diabético que não responde adequadamente ao tratamento convencional ou que apresenta características físicas compatíveis com crescimento excessivo dos tecidos”, orienta Nayara.

Nayara Cristina de Paula Silva
Nayara Cristina de Paula Silva, médica-veterinária especializada em Endocrinologia e Metabologia de Pequenos Animais e em Nutrição e Nutrologia de Pequenos Animais (Foto: Arquivo Pessoal)

Nos cães, a ocorrência é menos frequente, mas pode estar relacionada à ação da progesterona, principalmente em fêmeas inteiras durante o diestro ou após o uso de progestágenos.

Confira o artigo completo “Acromegalia: além do diabetes”, na íntegra e sem custo, acessando a página 48 da edição de outubro (nº 326) da Revista Cães e Gatos.