A American Animal Hospital Association (AAHA) publicou novas diretrizes de manejo da diabetes mellitus em gatos, trazendo atualizações importantes para médicos-veterinários e responsáveis. O documento reforça que o tratamento da doença em felinos deve ser diferente daquele aplicado em cães, especialmente diante do avanço de novas terapias e métodos de monitoramento.
Entre as principais mudanças está a ampliação do uso dos inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2), classe de medicamentos que vem transformando o manejo da diabetes em gatos recém-diagnosticados. As diretrizes também destacam o crescimento do uso de monitores contínuos de glicose (CGMs), que permitem acompanhamento menos invasivo e mais confortável para os pacientes felinos.
Segundo a associação, o diagnóstico da diabetes felina deve considerar evidências de hiperglicemia persistente, incluindo aumento de frutosamina ou hemoglobina glicada, além da confirmação de glicose elevada em situações fora de estresse hospitalar. O documento ainda deixa de recomendar curvas glicêmicas realizadas exclusivamente em ambiente hospitalar para gatos.

Diretrizes reforçam atenção ao bem-estar do gato
Outro ponto central das novas recomendações é a avaliação clínica individualizada. A entidade destaca que o sucesso do tratamento não deve ser medido apenas pelos números dos exames, mas também pela melhora dos sinais clínicos e da qualidade de vida do animal.
As orientações incluem ainda protocolos atualizados para insulinoterapia, controle nutricional, reconhecimento de hipoglicemia, tratamento da cetoacidose diabética e identificação de gatos com possibilidade de remissão da doença.
De acordo com o guia, gatos diabéticos podem viver confortavelmente por muitos anos quando recebem acompanhamento adequado, e alguns pacientes podem até entrar em remissão clínica.
Obesidade e idade avançada estão entre os fatores de risco
As diretrizes também alertam para fatores associados ao desenvolvimento da diabetes mellitus em felinos. Entre os principais riscos estão obesidade, sedentarismo e idade avançada. A maioria dos gatos diagnosticados possui mais de sete anos de idade.
Além disso, especialistas ressaltam a importância da educação dos responsáveis, já que o controle da doença exige monitoramento contínuo, ajustes alimentares e acompanhamento veterinário frequente.
Fonte: AVMA, adaptado pela equipe Cães&Gatos.
FAQ sobre diabetes felina
Quais são os principais sintomas de diabetes em gatos?
Os sinais mais comuns incluem aumento da sede, aumento da urina, perda de peso, apetite elevado e redução da disposição do animal.
A diabetes felina pode entrar em remissão?
Sim. Segundo as novas diretrizes da AAHA, alguns gatos podem alcançar remissão clínica quando recebem diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento veterinário contínuo.
O que mudou nas novas diretrizes para diabetes em gatos?
As recomendações passaram a dar mais atenção ao uso de inibidores de SGLT2, monitores contínuos de glicose e avaliação individualizada do paciente, além de deixar de recomendar curvas glicêmicas feitas apenas em ambiente hospitalar.

