Opções
Clínica e Nutrição

Novas diretrizes para diabetes felina destacam tratamento individualizado e foco em gatos

Documento publicado pela AAHA atualiza recomendações sobre diagnóstico, monitoramento e tratamento da diabetes mellitus em felinos

Novas diretrizes para diabetes felina destacam tratamento individualizado e foco em gatos
Por Equipe Cães&Gatos
22 de maio de 2026

A American Animal Hospital Association (AAHA) publicou novas diretrizes de manejo da diabetes mellitus em gatos, trazendo atualizações importantes para médicos-veterinários e responsáveis. O documento reforça que o tratamento da doença em felinos deve ser diferente daquele aplicado em cães, especialmente diante do avanço de novas terapias e métodos de monitoramento.

Entre as principais mudanças está a ampliação do uso dos inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2), classe de medicamentos que vem transformando o manejo da diabetes em gatos recém-diagnosticados. As diretrizes também destacam o crescimento do uso de monitores contínuos de glicose (CGMs), que permitem acompanhamento menos invasivo e mais confortável para os pacientes felinos.

Segundo a associação, o diagnóstico da diabetes felina deve considerar evidências de hiperglicemia persistente, incluindo aumento de frutosamina ou hemoglobina glicada, além da confirmação de glicose elevada em situações fora de estresse hospitalar. O documento ainda deixa de recomendar curvas glicêmicas realizadas exclusivamente em ambiente hospitalar para gatos.

As Diretrizes de Manejo do Diabetes em Gatos
As diretrizes de manejo do diabetes em gatos da AAHA de 2026  (Foto: Divulgação)

Diretrizes reforçam atenção ao bem-estar do gato

Outro ponto central das novas recomendações é a avaliação clínica individualizada. A entidade destaca que o sucesso do tratamento não deve ser medido apenas pelos números dos exames, mas também pela melhora dos sinais clínicos e da qualidade de vida do animal.

As orientações incluem ainda protocolos atualizados para insulinoterapia, controle nutricional, reconhecimento de hipoglicemia, tratamento da cetoacidose diabética e identificação de gatos com possibilidade de remissão da doença.

De acordo com o guia, gatos diabéticos podem viver confortavelmente por muitos anos quando recebem acompanhamento adequado, e alguns pacientes podem até entrar em remissão clínica.

Obesidade e idade avançada estão entre os fatores de risco

As diretrizes também alertam para fatores associados ao desenvolvimento da diabetes mellitus em felinos. Entre os principais riscos estão obesidade, sedentarismo e idade avançada. A maioria dos gatos diagnosticados possui mais de sete anos de idade.

Além disso, especialistas ressaltam a importância da educação dos responsáveis, já que o controle da doença exige monitoramento contínuo, ajustes alimentares e acompanhamento veterinário frequente.

Fonte: AVMA, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

FAQ sobre diabetes felina

Quais são os principais sintomas de diabetes em gatos?

Os sinais mais comuns incluem aumento da sede, aumento da urina, perda de peso, apetite elevado e redução da disposição do animal.

A diabetes felina pode entrar em remissão?

Sim. Segundo as novas diretrizes da AAHA, alguns gatos podem alcançar remissão clínica quando recebem diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento veterinário contínuo.

O que mudou nas novas diretrizes para diabetes em gatos?

As recomendações passaram a dar mais atenção ao uso de inibidores de SGLT2, monitores contínuos de glicose e avaliação individualizada do paciente, além de deixar de recomendar curvas glicêmicas feitas apenas em ambiente hospitalar.