Assim como ocorre com os humanos, os cães apresentam necessidades nutricionais que mudam ao longo da vida.
A escolha do alimento adequado para cada fase — filhote, adulto ou sênior — é fundamental para garantir desenvolvimento saudável, prevenção de doenças e qualidade de vida.
A alimentação deve considerar três critérios principais: porte, idade e condição fisiológica. Situações como castração, sobrepeso, gestação ou lactação também influenciam diretamente as exigências nutricionais e devem ser levadas em conta na escolha da dieta.
“A nutrição equilibrada é uma das principais ferramentas para promover saúde e prevenir problemas ao longo da vida do pet. Quando o tutor escolhe um alimento adequado ao porte e à etapa de desenvolvimento do animal, ele contribui diretamente para o crescimento saudável, manutenção da musculatura, fortalecimento do sistema imunológico e envelhecimento com mais qualidade”, explica Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company.
Filhotes precisam de mais energia e nutrientes
Nos primeiros meses de vida, os cães passam por uma fase de crescimento acelerado, com intensa formação de ossos, músculos e tecidos.
Por isso, necessitam de dietas com maior densidade energética e níveis elevados de proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Esses nutrientes são essenciais para sustentar o desenvolvimento do organismo e garantir energia suficiente para as atividades diárias.
A oferta de alimentos específicos para filhotes é fundamental para atender essas demandas e favorecer o desenvolvimento equilibrado.
Fase adulta exige equilíbrio metabólico
Na fase adulta, o objetivo da alimentação passa a ser a manutenção da saúde e do metabolismo.
A escolha do alimento deve considerar o porte do animal, já que cães de diferentes tamanhos possuem necessidades distintas.
Proteínas de qualidade ajudam a manter a massa muscular, enquanto carboidratos fornecem energia.
As fibras contribuem para a saúde digestiva e saciedade, e as gorduras auxiliam na saúde da pele e da pelagem, além de fornecerem ácidos graxos importantes.
Cães idosos precisam de atenção à musculatura e rins
A partir dos sete anos, os cães entram na fase sênior, marcada por mudanças fisiológicas naturais, como a perda de massa muscular.
Nesse período, dietas com proteínas de qualidade são importantes para ajudar na manutenção muscular.
Outro ponto relevante é o controle de minerais, especialmente o fósforo, que deve estar em níveis reduzidos para auxiliar na preservação da função renal.
A inclusão de antioxidantes, como a vitamina C, também contribui para combater radicais livres e favorecer um envelhecimento mais saudável.
Castração e sobrepeso exigem controle calórico
Após a castração, alterações hormonais podem reduzir o nível de atividade física e favorecer o ganho de peso.
Nesses casos, alimentos com menor densidade calórica e maior teor de fibras ajudam no controle do peso corporal.
Considera-se sobrepeso quando o animal apresenta até 15% acima do peso ideal. Dietas específicas auxiliam na preservação da massa magra e aumentam a sensação de saciedade.
Gestação e lactação aumentam exigência nutricional
Durante a gestação, especialmente nas últimas semanas, a cadela necessita de maior aporte energético para o desenvolvimento dos filhotes.
Por isso, recomenda-se a transição para alimentos destinados a filhotes, mais ricos em proteínas e gorduras.
Essa dieta deve ser mantida durante toda a lactação, período em que a produção de leite exige alto gasto energético.
Após o desmame, a fêmea retorna à alimentação adequada à sua fase, enquanto os filhotes continuam com dieta específica para crescimento.
Fonte: Race, adaptado por Cães & Gatos
FAQ sobre alimentação por fase
Por que cães precisam de alimentação diferente em cada fase da vida?
Porque as necessidades nutricionais mudam conforme idade, porte e condição fisiológica.
Quando um cão é considerado idoso?
Em geral, a partir dos sete anos, embora isso possa variar conforme o porte.
Cães castrados precisam de alimentação específica?
Sim. Eles podem ter metabolismo mais lento e maior predisposição ao ganho de peso, exigindo dietas com menor densidade calórica.
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