A Asma Felina, também conhecida como Doença Respiratória Alérgica ou Bronquite Eosinofílica, é uma enfermidade inflamatória crônica dos brônquios, geralmente de causa alérgica. Isso é o que pontua a médica-veterinária pós-graduada em Clínica Médica de felinos e sócia proprietária do consultório veterinário exclusivo para gatos My Cat, Nayara Cristina de Oliveira Fazolato.
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“A condição ocorre por conta de uma hiperresponsividade brônquica, no qual os bronquíolos se contraem e inflamam devido a estímulos irritantes, levando a broncoespasmos, produção de muco e tosse crônica”, explica.
Devido a isso, de acordo com ela, os principais sintomas são tosse seca, dispneia expiratória, alteração postural para melhorar a respiração, boca aberta, letargia e sibilo na auscultação pulmonar.
Além disso, por ser uma doença de origem alérgica, Nayara afirma que a asma felina não é transmissível entre animais, pois está relacionada a resposta individual do gato frente a substâncias irritantes ou alérgenos.
“Cada felino tem sua predisposição genética e imunológica e, geralmente, o início dos sintomas ocorre em animais adultos ou de meia-idade”, reforça.
Como diagnosticar a Asma Felina?
Segundo a médica-veterinária, o diagnóstico da Asma Felina pode ser clínico e realizado em conjunto com exames complementares, como a radiografia.
“Na radiografia é possível a ocorrência de alterações como padrão bronquial difuso, hiperinsuflação pulmonar, lobo acessório visível e, em alguns casos, áreas de atelectasia e bronquiectasia. Porém, certos gatos com a doença podem estar com a radiografia sem alterações” explica.
O diagnóstico da Asma Felina pode ser realizado através do exame físico e de exames complementares (Foto: Reprodução)
Tratamento nem sempre garante a cura
Nayara comenta que, por se tratar de uma doença de controle e não cura, o tratamento da Asma Felina varia de acordo com a evolução clínica.
“Alguns pacientes podem necessitar de corticóide pela via oral por toda a vida, outros se mantém bem somente na bombinha e alguns ficam meses sem necessitar de tratamento”, relata.
Ela também esclarece que os tratamentos mais utilizados são a base de cortisonas, como a prednisolona, e as bombinhas de fluticasona.
“No início do tratamento costuma-se utilizar a prednisolona em associação com a bombinha e após sete a dez dias tentamos manter o animal somente com a bombinha pela ação local e baixo efeito sistêmico”, pontua.
A profissional também esclarece que é importante utilizar espaçadores veterinários para encaixe preciso da bombinha na face do animal, garantindo, assim, a inalação do medicamento. “Após aplicar o jato deve-se aguardar dez movimentos respiratórios para correta inalação”, cita.
Mais um complemento do tratamento pode ser a inalação com NaCl 0.9% duas ao dia, que ajuda a fluidificar as secreções e hidratar as vias aéreas.
“Contudo, mesmo com todos esses cuidados não conseguimos curar a Asma Felina. A ideia é controlar a doença e evitar complicações para assegurar boa qualidade de vida ao gato”, finaliza.
FAQ sobre a Asma Felina
Existem maneiras de evitar a Asma Felina?
Não existe nenhuma forma de evitar completamente a doença. Porém, há maneiras de reduzir o seu risco, como evitar que o animal seja exposto a componentes que possam desencadear o quadro. Exemplos disso, são fumaça, incensos e velas.
É possível ter recidivas nas crises mesmo com o tratamento?
Por mais que o tratamento seja feito da forma correta, mesmo assim, é bastante comum que ocorram crises na Asma Felina.
É possível curar 100% a Asma Felina?
Não é possível curar essa enfermidade, sendo o ideal apenas mantê-la controlada para garantir a qualidade vida do animal.