Conhecido nacionalmente por conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue humano, o “Junho Vermelho” também acende um alerta importante para o universo veterinário. A necessidade de bolsas de sangue para cães e gatos é uma realidade urgente nos hospitais veterinários, mas o tema ainda enfrenta a falta de informação de muitos responsáveis, que desconhecem que seus próprios companheiros de quatro patas podem ajudar a salvar vidas.
O sangue que salva um cão ou um gato só pode vir de outro animal, e diferente do que ocorre na medicina humana, não há estoque centralizado de sangue veterinário no Brasil. Os hemocentros dependem diretamente de animais cadastrados para manter o abastecimento, e a escassez de doadores é um problema recorrente.
“A doação de sangue é essencial para salvar a vida de muitos pets que passam por cirurgias, traumas ou doenças graves. Mas o número de doadores ainda é muito abaixo do necessário”, alerta Kelly Carreiro, médica- veterinária da Special Dog Company.
A baixa conscientização dos responsáveis por pets sobre o tema é um dos principais obstáculos, pois muitos desconhecem que seus pets poderiam ser doadores. Para se tornar doador, cães precisam ter entre 1 e 7 anos, pesar mais de 25 kg, ser dóceis, estar vacinados e vermifugados e gatos devem atender aos mesmos requisitos de idade e saúde, pesar acima de 4 kg e viver exclusivamente em ambiente fechado.
Antes de cada coleta, doador e receptor passam por exames físicos e hematológicos completos para garantir a segurança do procedimento, o que funciona na prática como um acompanhamento regular de saúde para o próprio doador. O procedimento é feito pela veia jugular, dura entre 10 e 15 minutos e é conduzido com cuidados específicos para reduzir o estresse do animal.
A compatibilidade sanguínea é um fator crítico para o processo de doação, pois os cães têm múltiplos grupos sanguíneos, sendo o tipo DEA 4 o chamado doador universal canino. Entre os gatos não existe tipo universal, e a incompatibilidade entre tipos pode provocar reações graves, tornando a testagem prévia indispensável.
Por trás de cada pet doador, há um responsável pelo pet que escolheu transformar seu animal em um agente ativo nessa causa. Engajar-se exige atenção ao calendário de doações e disposição para levar o pet ao banco de sangue regularmente. Em troca, além de contribuir para salvar outras vidas, o responsável pelo pet passa a contar com um acompanhamento periódico da saúde do próprio animal por meio dos exames realizados antes de cada coleta.

Desde 2018, a Special Dog Company mantém o programa Doe Amor, voltado à conscientização e ao cadastro de animais doadores, e que já beneficiou mais de 248 mil animais. A iniciativa articula uma rede de mais de 60 bancos de sangue veterinários distribuídos por 19 estados brasileiros “Nosso programa atua para informar e engajar os responsáveis por pets que queiram transformar seus animais em verdadeiros heróis”, finaliza Carreiro.
Para mais informações sobre o programa e os bancos de sangue parceiros consulte.
Fonte: Special Dog Company, adaptado pela equipe Cães&Gatos.
FAQ sobre doação de sangue pet
Quem pode doar?
Cães e gatos aptos devem ter entre 1 e 7 anos, temperamento dócil, além de vacinação e vermifugação em dia. Os cães precisam pesar mais de 25 kg, enquanto os gatos devem pesar acima de 4 kg e viver exclusivamente em ambientes fechados.
O processo é seguro e traz benefícios?
O procedimento é totalmente seguro, dura entre 10 e 15 minutos e é realizado com técnicas que reduzem o estresse do animal. Como principal benefício, o pet doador recebe um check-up gratuito, passando por exames físicos e de sangue completos antes de cada coleta.
Pets têm tipos sanguíneos diferentes?
Sim, a compatibilidade é essencial. Os cães possuem múltiplos grupos sanguíneos, e o tipo DEA 4 funciona como o doador universal da espécie. Já os gatos não têm um tipo universal, o que torna os testes de compatibilidade obrigatórios antes de qualquer transfusão para evitar reações graves.

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