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Como deve ser a adaptação entre pets e crianças? Entenda agora!

Profissional explica como tornar a convivência entre os animais de estimação e os filhos mais segura

Como deve ser a adaptação entre pets e crianças? Entenda agora!
Por Rebecca Vettore
29 de maio de 2026
Última atualização: 02/06/2026 - 12:15

Adaptar a casa onde já existem pets para a chegada de um bebê nem sempre é uma tarefa fácil. Assim como não é algo tranquilo ajustar um lar que já tem crianças para receber animais de estimação pela primeira vez.

Para te ajudar nessa tarefa, conversamos com a psicóloga infantojuvenil Fernanda Fusco.

Alterando profundamente a rotina do lar, a chegada do bebê no local onde já existe um cachorro ou gato deve ser gradativa.

“Para o animal não associar o recém-nascido à perda de espaço, apresente os novos cheiros, como roupas usadas por ele, antes mesmo da alta hospitalar, e recompense o pet com petiscos e carinho. Além disso, preservar momentos exclusivos de atenção e manter os passeios ajuda o animal a entender que o novo integrante não é um competidor, mas faz parte da nova configuração familiar”, conta Fernanda.

Quando o lar já tem crianças, a adaptação do pet deve ser feita fisicamente, com demarcações claras de onde o cachorro ou gato pode comer e descansar sem ser incomodado.

“Sob a ótica do desenvolvimento infantil, não há uma idade ideal para ter um animal de estimação, mas existem os marcos de maturação. Por volta dos cinco aos sete anos, o menino e a menina começam a desenvolver melhor a empatia cognitiva e o controle motor fino, compreendendo mais facilmente que o os animais sentem dor e frustração, o que torna a introdução de responsabilidades supervisionadas mais fluida”, explica a psicóloga infantojuvenil.

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Paciência e conversa fazem parte da adequação do lar para receber novos integrantes (Foto: Reprodução)

Benefícios comprovados

Apesar das dificuldades que possam acontecer durante a adaptação, ter um cachorro ou gato traz muitas vantagens para uma criança. Segundo a profissional, essa convivência atua como um catalisador rico para o desenvolvimento socioemocional e motor.

“No aspecto bioemocional, o contato físico e o brincar regulam o sistema nervoso, reduzindo níveis de estresse e ansiedade. Além disso, o pet age como um suporte afetivo incondicional, auxiliando na construção da autoestima, no senso de alteridade e na internalização de noções de cuidado e responsabilidade com o outro”, diz a profissional.

Se a dúvida é se a criança deve ir junto para comprar ou adotar o pet, a resposta é sim. Essa participação é altamente recomendável, pois sela o compromisso afetivo desde o primeiro momento. Contudo, a vivência exige um alinhamento prévio.

Os pais devem falar que os animais têm personalidades próprias e que a escolha dependerá do temperamento do pet se adequar à rotina da casa.

Além disso, precisam contar de uma forma lúdica e acolhedora que o bicho de estimação não é um brinquedo descartável, mas um ser vivo que demandará tempo, paciência e cuidados contínuos de toda a família.

Sinais que devem observados durante a convivência

Faz parte dessa adaptação que cães e gatos sintam ciúmes das crianças e manifestem mudanças sutis de comportamento antes de qualquer reação agressiva. Por isso, é importante ficar atento a indícios do cachorro como lamber as patas excessivamente, bocejar fora de hora, manter as orelhas para trás e a cauda recolhida ou realizar tentativas frequentes de se esconder.

Nos felinos, o estresse frequentemente se traduz em isolamento, marcação urinária fora da caixa e vocalização excessiva. Ignorar esses alertas de saturação emocional aumenta os riscos de acidentes defensivos.

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Entender os sinais de desconforto dos animais é fundamental para uma boa convivência com crianças (Foto: Reprodução)

Cuidados do dia a dia

Quando falamos da idade ideal para que a criança brinque com o pet sem supervisão de qualquer adulto, Fernanda indica que ela tenha pelo menos dez anos.

“Mesmo que seu filho seja maduro e o animal extremamente dócil, acidentes acontecem por falhas de comunicação entre as duas espécies, como um tropeço ou um abraço muito apertado que o pet interprete como ameaça. Por isso, a autonomia para interações completamente solitárias só deve ocorrer quando o pré-adolescente demonstrar total capacidade de ler os sinais de desconforto do cachorro ou gato e de reagir com autorregulação”, explica a psicóloga infantojuvenil.

Para evitar os imprevistos, mostre fisicamente no seu filho como o toque deve ser suave e delimite regras claras, como nunca mexer no pet enquanto ele come, dorme ou quando está roendo um osso.

“Utilizar brinquedos de mediação é uma excelente estratégia para manter uma distância segura nas brincadeiras, permitindo a interação alegre sem invadir o espaço vital e o corpo do pet”, conclui Fernanda.

Portanto, na hora da escolha de um animal de estimação, mais importante do que optar por uma raça isolada, é dar preferência para o perfil comportamental e o nível de energia do cão ou gato ideais para seu lar.

FAQ sobre adaptação entre crianças e pets

Como apresentar um bebê para um animal que já vive na casa?

O ajuste deve ser gradual. Antes mesmo da alta hospitalar, é recomendado apresentar ao cachorro ou gato as roupas com o cheiro do recém-nascido e associar essa experiência a carinho e petiscos.

Qual é a idade ideal para uma criança brincar sozinha com animais de estimação?

Para que isso aconteça, é importante, além de a criança ter a partir dos dez anos, já compreender melhor quais são os sinais de desconforto do pet.

Quais indícios demonstram que o pet está estressado durante a adaptação?

Cães podem apresentar comportamentos como lamber as patas excessivamente, bocejar fora de hora, orelhas para trás e tentativas de se esconder. Já os gatos costumam demonstrar o incômodo se isolando, fazendo marcações urinárias fora da caixa e vocalizando de forma excessiva.