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    Convivência com pets reduz ansiedade e aumenta empatia em crianças

    Um estudo publicado na revista Preventing Chronic Disease constatou que as crianças que conviviam com cães apresentaram melhor regulação emocional

    Convivência com pets reduz ansiedade e aumenta empatia em crianças
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    23 de novembro de 2025
    Última atualização: 24/11/2025 - 09:19

    Pesquisas científicas confirmam os benefícios da interação entre crianças e cachorros.

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    Um estudo publicado na revista Preventing Chronic Disease (Public Health Research, Practice and Policy), com base em dados da publicação CABI Human Animal Interactions, acompanhou 643 crianças de quatro a dez anos e constatou que aquelas que conviviam com cães apresentaram menores níveis de ansiedade e melhor regulação emocional.

    De acordo com o pediatra do Desenvolvimento e Comportamento e membro do Comitê de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Dr. Renato Santos Coelho, o contato com pets vai muito além da diversão e do afeto, sendo um fator importante para o equilíbrio emocional, o aprendizado social e o fortalecimento de valores como empatia.

    “Os animais funcionam como companheiros não julgadores, que oferecem conforto, reduzem a solidão e estimulam a empatia. O simples ato de acariciar um pet está associado à diminuição da tensão e da ansiedade. A relação é intuitiva e recíproca: o animal aprende como a criança funciona e, com o tempo, passa a protegê-la física e emocionalmente”, explica o especialista.

    Segundo o Dr. Renato, o impacto é ainda maior quando a criança cria vínculo afetivo e participa dos cuidados com o animal.

    “Essa interação desenvolve senso de pertencimento e reduz o tempo de exposição às telas, o que representa um ganho cognitivo e social importante”, afirma.

    Espécies recomendadas

    Cães e gatos são as espécies mais recomendadas para famílias com crianças, por terem comportamento mais sociável.

    Já coelhos, hamsters e peixes podem ser alternativas para espaços menores, embora proporcionem menor interação.

    O especialista ainda recomenda que a introdução do animal aconteça quando a criança já tem maturidade para compreender os cuidados, geralmente a partir dos cinco ou seis anos, e que interações anteriores sejam sempre supervisionadas.

    Ele acrescenta que crianças com alergias ou asma devem ser avaliadas previamente por um pediatra antes de conviver com animais.

    Mesmo assim, quando observados todos os cuidados, os benefícios superam os riscos.

    “A convivência entre crianças e animais promove empatia, autocontrole, senso de cuidado e vínculos afetivos duradouros. É uma relação que educa o coração e ensina sobre o respeito à vida desde cedo”, conclui.

    Fonte: Âncora 1, adaptado pela equipe Cães e Gatos.

    FAQ sobre convivência de pets e crianças

    Como a convivência com pets contribui para o desenvolvimento infantil?

    Ela estimula equilíbrio emocional, aprendizado social, senso de cuidado e empatia.

    Que espécies são mais indicadas para famílias com crianças?

    Cães e gatos são os mais recomendados, pois têm maior capacidade de interação social.

    A partir de que idade a criança deve começar a conviver com um animal?

    Em geral, quando já entende noções básicas de cuidado, o que acontece por volta dos cinco ou seis anos, sempre com supervisão.

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