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ICMBio investiga morte de centenas de peixes no Lago do Cuniã, em Porto Velho (RO)

Maioria dos peixes mortos é da espécie branquinha; pesquisadores da Unir vão analisar a água para identificar a causa do fenômeno

ICMBio investiga morte de centenas de peixes no Lago do Cuniã, em Porto Velho (RO)
Por Equipe Cães&Gatos
22 de julho de 2026

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) investiga as causas da mortandade de centenas de peixes na Reserva Extrativista (Resex) Lago do Cuniã, em Porto Velho (RO).

O caso ganhou repercussão após moradores compartilharem vídeos que mostram os animais boiando nas águas do lago.

A maioria dos peixes mortos pertence à espécie branquinha, da família Curimatidae. Segundo o órgão ambiental, por ser abundante no local e muito sensível a alterações climáticas, a espécie é a mais afetada no período entre junho e julho.

O que provocou a morte dos peixes?

Para apurar as causas do problema, pesquisadores do Laboratório de Biogeoquímica da Universidade Federal de Rondônia (Unir) analisarão a água do lago.

A principal hipótese é a queda drástica nos níveis de oxigênio dissolvido na água (hipóxia ou anoxia). O processo costuma ocorrer pela combinação de fatores:

  • Matéria orgânica: O acúmulo intensifica a decomposição na água.

  • Calor e chuvas: As altas temperaturas e a entrada de água da chuva com detritos aceleram o consumo de oxigênio.

  • Falta de oxigenação: A diminuição de oxigênio impede a respiração adequada dos peixes, levando-os à morte.

lago cuniã
Centenas de peixes mortos no Lago Cuniã em Porto Velho (Foto: Reprodução)

Impacto na comunidade

A Resex Lago do Cuniã abriga cerca de 115 famílias que dependem da pesca para subsistência. A investigação do ICMBio também busca orientar os moradores sobre as causas da mortandade e os impactos do fenômeno.

Fonte: g1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.