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Dia das Mães: como a maternidade impacta positivamente a vida profissional de médicas-veterinárias

Carolina Figueiredo dos Santos conta como equilibra trabalho e a criação do filho

Dia das Mães: como a maternidade impacta positivamente a vida profissional de médicas-veterinárias
Por Rebecca Vettore
10 de maio de 2026

Ser mãe e veterinária. Esses foram os sonhos que acompanharam a baiana Carolina Figueiredo dos Santos desde a infância. Formada há 11 anos, a profissional conta como equilibra o trabalho e a maternidade.

“Como sempre gostei de mexer com bichos, realizei meu sonho quando passei na Universidade Federal da Bahia. Já a maternidade veio anos depois, me formei em 2015 e em 2019, o Theo nasceu”, relembra Carolina.

Apesar de ter conseguido realizar os dois sonhos, a veterinária não romantiza ser mãe e enfrenta a dupla jornada com bastante luta.

“Digo que a maternidade me fez amadurecer bastante também como profissional. Agora, com 36 anos, sou uma Carolina bem diferente do que eu era com 25, quando me formei. Tenho uma bagagem de responsabilidade muito grande e tudo o que eu faço é pensando no meu filho”, conta a baiana.

De acordo com ela, seu empenho é muito maior agora por causa dele, não apenas para trazer conforto, mas principalmente para que o Theo se espelhe nela e tenha meios para chegar onde quiser.

“Por isso, busco oferecer um atendimento de qualidade e me mantenho atualizada na área que eu escolhi”, complementa.

Como mulher negra, Carolina conta que já sofreu muitos impedimentos e preconceito. “A sociedade nos vê em posições subalternas, por isso precisamos ser duas, três, quatro e até cinco vezes melhores na nossa profissão para poder ser reconhecidas.”

Enquanto no trabalho o preconceito foi velado, na sociedade não era nem um pouco escondido.

“Quando ele era menor e não estava na escola, minha mãe me ajudava muito e ainda é meu braço direito. Hoje ele fica na escola integral enquanto trabalho durante o dia e no período noturno fico com o Theo. No emprego, minha dificuldade por ser mãe foi não conseguir fazer plantões de final de semana, atender emergências e nem poder atuar à noite. Quando saio de sábado ou domingo é bem comum outras mães e até quem não é, me perguntarem onde está meu filho, como se eu não pudesse sair sem ele”, diz Carolina.

Retorno para o mercado de trabalho 

Nascida em Salvador, a profissional que escolheu a especialização em diagnóstico de imagem, atualmente trabalha em uma clínica.

“Cheguei a estagiar no Hospital da Universidade na parte de clínica de pequenos animais, mas foi no quinto semestre da faculdade, onde cursei a disciplina de diagnóstico por imagem, que me apaixonei pela área”, relembra.

Determinada, ao se formar, ela comprou os equipamentos necessários e começou a atender os animais dos amigos.

“Para ganhar uma clientela no início foi bem complicado. Cheguei a atuar em uma clínica popular enquanto estava grávida, mas parecia que meus clientes particulares ainda não tinham muita confiança. Como não era um emprego com carteira assinada, não tive período de licença-maternidade e foi difícil retornar para o mercado de trabalho”, diz a médica-veterinária.

Durante os primeiros dois anos de vida de Theo, a baiana acabou fazendo alguns bicos, mas nada muito fixo.

“Eu precisava ficar bastante tempo em casa porque o amamentei por um bom período, por isso fazia um ultrassom ou outro, e acabava voltando para uma rotina sem um trabalho diário”, relembra a profissional.

Com medo de não conseguir um emprego como veterinária, Carolina chegou a fazer faculdade de enfermagem. Mas nunca atuou na área e acabou retornando para a primeira formação quando Theo tinha mais de dois anos.

“Neste período, o ano de 2011, foi bem complicado porque me separei do pai do meu filho e tive que deixar o Theo para trabalhar o dia todo em uma clínica. Mas as dificuldades passaram e hoje em dia consigo ter um dia a dia bem melhor. Quando ele não tem aula ou preciso ir para o serviço no fim de semana, o menino vai comigo e fica lá do meu lado bem tranquilo. Se acostumou com a minha rotina e virou meu companheiro”, conclui a baiana.

Mãe e médica-veterinaria Ana Carolina
Vivendo uma dupla jornada, Carolina Figueiredo dos Santos se esforça todos os dias para ser uma profissional aprimorada (Foto: Arquivo Pessoal)

FAQ sobre a maternidade de uma veterinária

Como a baiana equilibra a vida como mãe e veterinária?

Com bastante dificuldade e esforço. Enfrentando a dupla função, o filho da Carolina fica em uma escola integral durante o dia, enquanto ela trabalha, e à noite eles passam tempo juntos.

Quais desafios a jovem enfrentou na carreira após a maternidade?

Impossibilitada de fazer plantões noturnos e emergências, ela precisou fazer alguns bicos enquanto o filho era pequeno e hoje atua com diagnóstico de imagem.

De que forma ser mãe impactou a vida profissional da baiana?

Segundo ela, a maternidade trouxe mais maturidade e senso de responsabilidade. Carolina afirma que passou a se dedicar ainda mais ao trabalho, buscando oferecer atendimento de qualidade e se manter atualizada.

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