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Zootecnista: o elo estratégico que sustenta a produção animal no Brasil

Dia Nacional do Zootecnista reconhece a atuação técnica que garante eficiência, sustentabilidade, bem-estar animal e segurança alimentar

Zootecnista: o elo estratégico que sustenta a produção animal no Brasil
Por Danielle Assis
13 de maio de 2026

O zootecnista possui um papel fundamental na cadeia produtiva, sendo responsável pelo planejamento, organização e otimização dos sistemas de produção animal. Tamanha essa importância, em 13 de maio é celebrado o Dia Nacional do Zootecnista.

A data não foi escolhida de forma aleatória. Na realidade, neste mesmo dia em 1966 foi realizada a aula inaugural do primeiro curso superior de Zootecnia do Brasil, em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul (RS).

No entanto, a data apenas foi oficialmente instituída no calendário brasileiro em 2018 através da sanção da Lei nº 13.596. Um marco relativamente recente se analisarmos as frentes no qual esses profissionais são indispensáveis.

Segundo Karla dos Santos Felssner, zootecnista com mestrado e doutorado em nutrição e alimentação de cães e gatos e professora do departamento de Zootecnia na Universidade Federal do Paraná (UFPR), os zootecnistas atuam nas áreas de manejo, nutrição, sanidade e gestão, com o objetivo de garantir eficiência produtiva e qualidade.

“Dentro da cadeia produtiva, esse profissional tem a missão de produzir alimentos de forma eficiente, ética e sustentável, promovendo o bem-estar animal com inovações tecnológicas e responsabilidade ambiental”, afirma.

Zootecnia 4.0

Assim como aconteceu em muitas áreas, nos últimos anos a Zootecnia passou por diversas mudanças.

Karla dos Santos Felssner, zootecnista com mestrado e doutorado em nutrição e alimentação de cães e gatos e professora do departamento de Zootecnia na Universidade Federal do Paraná (UFPR) (Foto: Arquivo Pessoal)

Karla relata que os profissionais expandiram o conhecimento sobre genômica, pecuária de precisão com utilização de GPS, sensores, softwares e, mais recentemente, a inteligência artificial.

“Também existiram outras mudanças. Dentre elas, a robotização de ordenha, os sistemas automáticos de alimentação, o uso de drones e imagens, a sustentabilidade – incluindo tecnologias para reduzir emissão de gases, o bem-estar animal e a nutrição de precisão com dietas formuladas de forma mais exata foram as mais significativas e contribuíram de forma relevante para a evolução da profissão”, cita.

Para acompanhar todas essas novidades, a formação em Zootecnia precisou mudar, visando garantir a chegada no mercado de trabalho de zootecnistas com o conhecimento e expertise esperados, principalmente no que diz respeito ao bem-estar animal.

Felssner destaca que no ensino do setor um dos principais pontos é o emprego da tecnologia para análise de dados, automação e inteligência artificial, que representam a chamada Zootecnia 4.0.

“Além disso, nos últimos anos observamos maior ênfase em sustentabilidade, ESG e habilidades interpessoais se compararmos com o passado. Ainda, há a evolução na transformação do conhecimento científico em produtividade”, pontua.

Tecnologia como aliada

Na rotina diária de trabalho, as tecnologias têm transformado de forma profunda a atuação do zootecnista. Mais do que tornar o dia a dia mais prático, elas otimizam processos e ajudam a alcançar melhores resultados.

Na prática, estão disponíveis ferramentas que permitem o monitoramento em tempo real de inúmeros parâmetros produtivos e ambientais, como consumo de ração, ganho de peso, ambiência e sanidade dos animais.

Ter em mãos esses dados torna a tomada de decisão mais rápida e baseada em informações apuradas. Nesse mesmo sentido, a automação de processos tem reduzido a necessidade de intervenções manuais.

“No que diz respeito a tecnologias voltadas ao bem-estar animal, o uso de sensores, câmeras e sistemas de monitoramento proporciona o acompanhamento em tempo real do comportamento, saúde e das condições de conforto dos animais, permitindo intervenções mais ágeis e assertivas”, comenta a docente da UFPR.

Contudo, todos esses avanços exigem um novo perfil profissional. O zootecnista da atualidade necessita estar cada vez mais capacitado para assumir um papel estratégico dentro da produção animal, e saber interpretar dados e utilizar ferramentas tecnológicas.

“O zootecnista moderno precisa estar preparado para atuar de forma técnica, estratégica, inovadora e analítica, contribuindo para uma produção animal eficiente, sustentável e alinhada às exigências da sociedade contemporânea”, analisa.

Confira o artigo completo “Zootecnista: o elo estratégico que sustenta a produção animal no Brasil”, na íntegra e sem custo, acessando a página 18 da edição de maio (nº 321) da Revista Cães&Gatos.