Quando falamos de adoção de gato preto, é comum que o assunto seja erroneamente associado a superstições antigas datadas da Idade Média.
Apesar desse tipo de preconceito ser ultrapassado no quesito tempo, ele ainda é muito latente e presente na sociedade atual.
“Infelizmente, uma das grandes dificuldades é que muitas pessoas ainda escolhem os gatos se baseando na cor da pelagem e na aparência, e não na busca por uma conexão verdadeira ou pela história e personalidade do animal”, explica Mariana Barão, presidente da ONG Gatinhos da Vila Prudente.
De acordo com Mariana, o preconceito contra esses animais persiste por estar associado à ideia totalmente de que o gato preto atrai má sorte ou azar.
“Por mais que a gente saiba que isso é mito, essa desinformação influencia muita gente na hora de escolher um pet e acaba sendo uma barreira bem irracional para a adoção”, diz a presidente da ONG.
Para combater o preconceito contra gatos pretos, segundo a veterinária Vivian dos Santos Baptista, mestre e PhD em Clínica e Reprodução pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em felinos e esporotricose animal, é essencial desmistificar superstições por meio da educação, informação e conscientização.
“Devemos proteger os animais de atos de crueldade e incentivar a adoção responsável. Isso inclui proteger gatos pretos de serem alvo de abusos em datas como o Halloween ou sextas-feiras 13, denunciar casos de maus-tratos e adotar esses felinos com responsabilidade. Mantê-los seguros é muito importante, e compartilhar boas informações também”, conta Vivian.


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