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Displasia coxofemoral: médica-veterinária fala sobre doença que acomete cães e gatos

Pacientes sintomáticos apresentam dor e graus variáveis de claudicação. A doença pode ser tratada com medicamentos e fisioterapia

Um animal que manca e demonstra dor ao caminhar acende um alerta no tutor. As causas possíveis incluem de unha inflamada a estiramentos após brincadeiras, passando pela displasia coxofemoral, doença causada pelo desenvolvimento anormal da articulação do quadril e que pode acometer cães e gatos e tem a fisioterapia como um dos tratamentos recomendados. 

fisioterapia
Displasia Coxofemoral, doença causada pelo desenvolvimento anormal da articulação do quadril e que pode acometer cães e gatos e tem a fisioterapia como um dos tratamentos recomendados (Foto: Reprodução)

“A displasia coxofemoral causa instabilidade e frouxidão articular, que levam ao atrito entre os ossos do fêmur e o quadril, com subsequente desenvolvimento de artrose, enfermidade degenerativa, ou seja, que não tem cura, causa muita dor e, em casos mais graves, dificulta o caminhar dos pets”, explica a médica veterinária da Mundo à Parte, Bruna Cely. 

Segundo a profissional, a displasia coxofemoral tem caráter hereditário e se manifesta principalmente em cães de raças grandes, de crescimento e desenvolvimento rápido, como Pastor-Alemão, Rottweiler, Labrador, São Bernardo, Mastiff e Golden Retriever. Não significa, porém, que cachorros de raças menores não possam ter a doença, caso dos Pugs, Buldogues e alguns cães do grupo Terrier. Nos gatos, a enfermidade é mais comum nos felinos das raças Himalaio, Persa e Maine Coon. 

“Os animais predispostos à displasia coxofemoral nascem com a articulação normal e com o decorrer do tempo se tornam displásicos. Isso geralmente acontece com o animal ainda em fase de formação”, completa a médica-veterinária. 

Bruna explica que os pacientes sintomáticos apresentam dor e graus variáveis de claudicação, termo médico para o ato de mancar, sinais clínicos que podem aparecer de forma súbita ou crônica, dependendo da velocidade da progressão da doença. Normalmente, o tutor observa que o animal está mancando com as patas traseiras, além de se mostrar relutante a exercícios físicos e brincadeiras e ter dificuldade para se levantar ou até mesmo para caminhar. 

Tratamento  

Por mais que a displasia coxofemoral não tenha cura, tratamentos ajudam a retardar a doença e aliviar as dores, melhorando a qualidade de vida dos pets, como fisioterapia e uso de medicamentos. 

“O tratamento conservativo [não cirúrgico] e a fisioterapia são recomendados para pacientes de qualquer faixa etária com o objetivo de reduzir ou eliminar a dor e melhorar a amplitude do movimento articular. O acompanhamento junto a um médico veterinário é fundamental para a decisão dos melhores tratamentos. A associação de medicação para controle de dor e inflamação à fisioterapia e medidas como uso de protetores articulares, controle de peso e restrição de exercícios são muito benéficas”, pontua a especialista da Mundo à Parte. 

Caso seja necessário realizar cirurgia, a indicação da técnica irá variar de acordo com a idade do paciente. Durante o primeiro ano de vida do bichinho, é possível lançar mão de tratamento cirúrgico para reduzir consideravelmente a evolução da doença. Em animais adultos, há opções que promovem desde a redução da dor à colocação de próteses de articulação.  

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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