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Em artigo, veterinário aborda os principais cuidados com o ouriço pigmeu africano

“Síndrome do Ouriço Bambo” vem acometendo a espécie e ainda não possui causa conhecida

Com seu pequeno tamanho, um rosto fofinho, “espinhos” inofensivos e ainda carregam a fama de inspirarem um personagem famoso, o Sonic, os hedgehogs (Atelerix albiventris), também conhecidos como ouriço pigmeu africano vêm cativando mais lares como um animalzinho de estimação. Concomitante a essa demanda crescente, os pesquisadores realizam cada vez mais estudos direcionados para a Medicina dessa espécie recém domesticada, visando os melhores cuidados e bem-estar.

Esses mamíferos são insetívoros quando na natureza, entretanto como pet é muito importante manter-se em alerta e fornecer uma dieta onívora a eles, incluindo vegetais e frutas. São seres majoritariamente noturnos e o tempo que passam ativos durante a noite é essencial para gastar energia, logo não devem permanecer somente em gaiolas.

Uma das principais patologias e, por enquanto, sem cura, que acomete os hedgehogs é a Síndrome de Wobbly, popularmente conhecido como “síndrome do ouriço bambo”. Infelizmente ainda sem causa conhecida, atribui-se o aparecimento dessa síndrome presumidamente à genética das linhagens das criações de cativeiro, nutrição ou de etiologia autoimune. Além disso, ouriços mais jovens (até os dois anos de idade) possuem mais chances de apresentarem a síndrome.

Com elevado grau de severidade, o sistema nervoso central é o acometido nessa enfermidade. Os primeiros sinais clínicos podem ser observados quanto à redução da motilidade do ouriço no seu autodomínio e locomoção, evidenciados na ausência da capacidade de enrolar-se sobre o próprio corpo e andar desequilibrado. As manifestações neurodegenerativas tornam-se gradualmente mais evidentes, uma vez que progridem para quedas, contrações musculares rápidas e em intervalos de tempo curto (tremores) e até mesmo convulsões. Com o passar dos meses, os tutores notificam perda de peso, paraplegia e, posteriormente, tetraplegia e o animal aos poucos não é mais capaz de se manter ereto e em pé, permanecendo somente em decúbito lateral ou dorsal. À medida que a doença avança, órgãos e sistemas, sobretudo intestinal e renal, são comprometidos e o animal vai a óbito.

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Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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(Foto: C&G VF)

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