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Especialistas explicam como ocorrem as atividades terapêuticas com animais

Ação oferece benefícios para saúde e bem-estar, com intuito de melhora ou cura

A fim de ajudar em questões emocionais, a TAA (Terapia Assistida por Animais), uma prática que coloca o animal em contato com paciente com o intuito de melhora ou cura, vem ganhando forças. O tratamento funciona para amenizar as dores do enfermo.

A médica-veterinária, presidente da Comissão de Bem-Estar Animal do Conselho Federal de Medicina Veterinária (Cobea/CFMV) Kellen de Souza Oliveira: “É uma intervenção direcionada, individualizada, com critérios específicos e avaliação de resultados, que objetiva a melhora da função física, social, emocional e/ou cognitiva de pacientes ou de grupos”. A especialista também coordena o projeto de extensão “Terapia Assistida por Animais”, em hospitais de Goiânia (GO).

Os benefícios dessa terapia são incontáveis, salienta psicóloga e estudante de medicina-veterinária, Giselle Sucupira Mesquita: “A TAA oferece entretenimento, oportunidades de motivação, melhora a condição emocional e cognitiva dos envolvidos, diminui o cortisol e, consequentemente, o estresse; aumenta a serotonina, endorfina e ocitocina, conhecidos como hormônios da felicidade”. Giselle coordena, há dez anos, projetos na área, um deles é entre uma cooperativa médica e hospitais no estado do Ceará; ela ainda é doutoranda em Psicologia, com foco em “Cães de suporte emocional”.

Há também a AAA (Atividade Assistida por Animais), considerada uma atividade recreativa com resultados terapêuticos. A AAA envolve visitação, distração por meio do contato dos animais com pessoas e recreação. Sendo desenvolvido por profissionais treinados e/ou com proprietários ou “condutores”, que levam seus pets às instituições para visitas semanalmente ou esporadicamente, sem um objetivo claro.

Atividades objetivam a melhora da função física, social, emocional e/ou cognitiva de pacientes (Foto: Reprodução)

Animais nas AAA e TAA

As AAAs e TAAs podem receber a participação de diversos animais, como cavalos, cães, gatos, várias espécies de aves, répteis (tartarugas d’água), peixes ornamentais e até mesmo escargots. O médico-veterinário tem papel essencial no cuidado com a saúde dos bichos. Ele e o zootecnista atuam no treinamento e estudo do comportamento dos animais, bem como na avaliação dos resultados.

Vale ressaltar que não é qualquer animal que pode ou deve exercer essa função. “Um cachorro, por exemplo, pode proporcionar benefícios imensuráveis para seu dono e sua família, mas isso não é o suficiente para ser um cão de TAA”, alerta Giselle, que enfatiza a importância de seguir determinados protocolos na formação do animal. “O cão só está apto para a função depois dos 15 meses de vida e após passar por vários treinamentos e testes, gradativamente, ao longo desses meses”, relata.

Recomenda-se que o pet voluntário passe por avaliações com um médico-veterinário, faça check up periódicos, com calendário preventivo (vacina, vermífugo, ectoparasita). Além disso, Kellen descreve que os pets, devem ser bem socializados, tranquilos, dóceis e atender comandos básicos de obediência, em casos específicos, com objetivos.

Cada animal tem sua personalidade e para isso, é necessário respeitar a individualidade de cada pet, sendo então, a regra básica para proteger o bem-estar deles na AAA e TAA.“Há aqueles que adoram a interação e atividade. Outros gostam de dar e receber carinho e outros que demonstram amor de outra forma”, diz, Kellen.

“No trabalho de AAA e TAA que desenvolvemos no Ceará, além de muito amor aos cães, oferecemos todas as diretrizes para que tenhamos animais saudáveis e felizes, seguindo as cinco liberdades necessárias do bem-estar animal: a liberdade de sede, fome e má nutrição; de dor e doença; de desconforto; expressar o comportamento natural da espécie; e a liberdade de medo e de estresse”, esclarece a psicóloga.

Fonte: CFMV, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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