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Clínica e Nutrição

Estomatite é uma afecção comum em serpentes, principalmente em Jiboias (Boa Constrictor)

Por Equipe Cães&Gatos
jiboia
Por Equipe Cães&Gatos

As serpentes são animais pertencentes à família reptilia, ordem squamata e grupo bifurcata, animais que apresentam língua bifurcada e presença do órgão de Jacobson, localizado no cérebro, estabelecendo conexões com a parte interna da boca para interpretar partículas captadas pela língua, exercendo função sensorial. A criação desses animais tem aumentado em todo o mundo, movimento que pode ser explicado pela praticidade no seu manejo. Dentre as espécies de serpentes mantidas em cativeiro, destaca-se a Boa Constrictor (Jiboia), um animal carnívoro com expectativa de vida de 25 a 30 anos. Naturalmente, sua alimentação é composta de aves e pequenos mamíferos, sendo que a predação ocorre por meio da constrição, onde a serpente enrola a extensão de seu corpo ao redor da presa, reduzindo sua capacidade de expansão pulmonar levando à morte por insuficiência respiratória. Em cativeiro, o ideal é fornecer pequenos roedores para a alimentação com intervalo de dez a 15 dias, pesando de 10% a 20% do peso da serpente, priorizando a alimentação com presas descongeladas e previamente abatidas a fim de evitar possíveis ferimentos.    

Assim como os demais répteis, as jiboias são animais ectotérmicos, ou seja, não possuem mecanismos internos para controlar a temperatura corporal, logo sua termorregulação é realizada através da pele. Os recintos devem estar entre 24°C e 31°C, mantendo temperaturas mais baixas durante a noite. A umidade também é um fator importante para a manutenção da saúde desses animais pois está diretamente relacionada com a hidratação; assim a umidade do recinto deve estar no máximo em 60%. Umidade abaixo de 20% não é recomendada, uma vez que gera desidratação excessiva, enquanto um ambiente muito úmido pode favorecer infecções fúngicas. 

A estomatite é uma afecção comum em serpentes, se caracteriza pela infecção da mucosa oral comumente causada por bactérias gram-negativas presentes na microbiota oral e de todo o trato digestivo desses animais. Em cativeiro, animais expostos a temperaturas, umidade e nutrição inadequadas desenvolvem um quadro de imunossupressão favorecendo a proliferação patológica dessas bactérias, levando a uma condição inflamatória da mucosa oral que pode evoluir a hemorragias e necrose. 

Os sinais clínicos são relacionados ao comprometimento do sistema respiratório e trato digestivo. Os animais acometidos apresentam hiporexia ou anorexia e, consequentemente, perda de peso. Pode-se notar inchaço e/ou sangramento no interior ou ao redor da boca, bem como secreção mucosa ou purulenta na mesma região. Devido à presença de secreções, estes animais apresentam dificuldade respiratória, abrindo a boca para facilitar a entrada de ar. Os animais podem ainda apresentar petéquias orais e, em casos mais graves, necrose da mucosa devido a uma inflamação crônica.  

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

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