Saúde mental é algo que todos nós, enquanto seres humanos, temos que priorizar em nossas vidas. Mas, já apontamos por aqui que os médicos-veterinários estão entre os profissionais que mais sofrem com burnout, fadiga por compaixão, entre outros problemas de saúde mental.
O índice é tão alto, que motivou a graduanda do 10º semestre em Medicina Veterinária, pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB, Campus IX – Barreiras), Nakaely de Souza Borges, a escolher como tema de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), intitulado “Os desafios psicológicos enfrentados por Médicos-Veterinários: uma revisão de literatura”.

O estudo foi orientado pela médica-veterinária, mestre e doutora em Ciência Animal nos Trópicos, pela UFBA, e professora auxiliar na UNEB, Vanessa Bonfim da Silva. Na visão da docente, falar sobre saúde mental dentro da Veterinária não é algo confortável. “Principalmente, pelo estereótipo do profissional ser taxado como alguém com um problema de saúde mental. Muitos colegas vão ficar receosos pelo seu emprego, pelos tutores dos animais; no caso de professores universitários, os colegas e os alunos. Outro aspecto, também, é o não reconhecimento de que o profissional está passando por um problema de saúde mental. A saúde mental é mais do que apenas a ausência de doenças, envolve um estado de completo bem-estar físico, mental e social e o reconhecimento de que algo não está bem é difícil para quem está passando pelo transtorno/doença”, avalia
Na opinião da autora do artigo, existe uma pressão social muito grande sobre médico-veterinário e sua aparência social em ser “um profissional perfeito”. “Alguns acreditam que demonstrar sinal de fragilidade emocional, pode gerar um sentimento de humilhação e ‘fraqueza’ que não deveria acontecer com esse tipo de profissional, no pensamento da sociedade em geral, sem conhecimento sobre o tema”.

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar.