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Psicóloga alerta sobre fatores estressores na rotina de médicos-veterinários

Novo livro, feito em parceria com a Vetnil, aborda a saúde mental na Medicina Veterinária com perspectiva multidisciplinar

Psicóloga alerta sobre fatores estressores na rotina de médicos-veterinários
Por Cláudia Guimarães
17 de janeiro de 2025
Última atualização: 02/02/2025 - 18:55

Muito se fala sobre bem-estar e qualidade de vida dos animais, que, aliás, são itens importantíssimos. Mas, além dos cães e gatos, quem cuida deles, ou seja, os médicos-veterinários também merecem cuidados e é sobre isso que falaremos, dentro da campanha Janeiro Branco, que destaca o tema saúde mental.

Estes profissionais lidam constantemente com demandas emocionais e sofrem com problemas de saúde mental, isso porque, segundo a psicóloga e professora com experiência na área de saúde mental na Medicina Veterinária, como presidente da Associação Brasileira em prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária (Ekôa Vet), Dra. Bianca Gresele, o estresse crônico e, por vezes, até mesmo a ideação suicida, está presente no dia a dia dos veterinários.

A maioria das empresas, das clínicas e dos hospitais tende a não ter um espaço seguro para falar sobre as demandas emocionais dos veterinários (Foto: reprodução)

“Promover uma maior conscientização sobre a importância do autocuidado, de pedir ajuda e de buscar apoio psicológico é essencial, especialmente considerando a resistência e a dificuldade que muitos profissionais ainda enfrentam. Isso é fundamental para que possamos romper os estigmas e tabus que persistem em torno dessa temática nesse ambiente”, comenta a profissional.

Os médicos veterinários lidam com diversos fatores estressores em sua rotina. “De acordo com as pesquisas que realizei nos últimos anos no Brasil, os principais fatores estressores mencionados foram: o desgaste emocional gerado pelos atendimentos, atender clientes emocionalmente abalados, equilibrar a vida pessoal com a profissional, perder pacientes e, também, não podemos esquecer da desvalorização da profissão, ou seja, pouco reconhecimento e baixa remuneração. A maioria dos veterinários ganha pouco”, menciona.