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Comunicação faz diferença na decisão pela eutanásia de cães e gatos

Pesquisa húngara mostra que apoio emocional do médico-veterinário reduz a carga emocional dos responsáveis durante a decisão

Comunicação faz diferença na decisão pela eutanásia de cães e gatos
Por Equipe Cães&Gatos
18 de junho de 2026

A comunicação entre médicos-veterinários e responsáveis por animais de companhia pode ser determinante no momento da decisão pela eutanásia. É o que aponta um estudo húngaro publicado recentemente, que concluiu que o suporte emocional oferecido pelos profissionais está diretamente associado à redução da carga emocional enfrentada pelas famílias e a uma maior satisfação com todo o processo de tomada de decisão.

A pesquisa analisou fatores clínicos, éticos, emocionais e comunicacionais envolvidos na decisão pela eutanásia de cães e gatos. Para isso, os pesquisadores reuniram respostas de 228 participantes de diferentes países, incluindo Alemanha, Hungria, África do Sul, Áustria, França, Irlanda e Espanha, além de entrevistas com médicos-veterinários e responsáveis pelos animais.

Apoio emocional influencia a experiência dos responsáveis

Segundo os pesquisadores, mais de 90% dos participantes afirmaram ter recebido informações sobre o procedimento antes da eutanásia. Entre aqueles que também relataram apoio emocional por parte do médico-veterinário, a percepção de sofrimento durante o processo foi significativamente menor.

Além disso, os responsáveis que receberam orientações antecipadas demonstraram maior satisfação com a comunicação estabelecida durante o atendimento. Para os autores, esses resultados reforçam que a decisão vai muito além dos aspectos técnicos, exigindo sensibilidade, empatia e diálogo claro entre profissional e família.

Outro dado que chamou a atenção foi o uso ainda limitado de ferramentas estruturadas para avaliar a qualidade de vida dos animais. Apenas 7,3% dos participantes recorreram a esse tipo de instrumento, indicando espaço para ampliar sua adoção na rotina clínica.

eutanásia
Apoio do médico-veterinário faz diferença na decisão pela eutanásia (Foto: Reprodução)

Doença e envelhecimento lideram os motivos para a eutanásia

A doença foi apontada como o principal motivo para a realização da eutanásia, mencionada por 63,3% dos participantes. Em seguida aparece a deterioração associada ao envelhecimento, citada por 31,6%. Já fatores como problemas comportamentais, questões econômicas e segurança tiveram participação bem menor na decisão.

O estudo também identificou que o vínculo afetivo entre responsáveis e animais foi o aspecto que mais influenciou o momento da decisão, superando fatores financeiros e até recomendações de familiares e amigos. Para os autores, isso evidencia que o processo envolve não apenas critérios clínicos, mas também questões emocionais profundas.

Os pesquisadores destacam que definir o momento adequado para a eutanásia exige equilíbrio entre evidências médicas, avaliação da qualidade de vida, bem-estar animal e comunicação cuidadosa. Segundo eles, tanto a realização precoce quanto o adiamento excessivo do procedimento podem comprometer o bem-estar do animal.

Como conclusão, o estudo defende maior investimento na formação dos médicos-veterinários em habilidades de comunicação, no uso de ferramentas padronizadas para avaliação da qualidade de vida e em estratégias de apoio emocional, beneficiando tanto os responsáveis quanto os próprios profissionais da área.

Fonte: Veterinária Atual, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

FAQ sobre a decisão pela eutanásia de cães e gatos

A comunicação do médico-veterinário realmente influencia a decisão sobre a eutanásia?

Sim. O estudo mostrou que responsáveis que receberam apoio emocional e informações claras relataram menor carga emocional e maior satisfação com o processo.

Quais são os principais motivos que levam à eutanásia de animais de companhia?

A pesquisa aponta que doenças e condições relacionadas ao envelhecimento são as causas mais frequentes para a indicação do procedimento.

Por que avaliar a qualidade de vida do animal é importante?

Essa avaliação ajuda a embasar a decisão clínica e pode contribuir para que a escolha seja feita considerando o bem-estar do animal e reduzindo incertezas para os responsáveis.