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Investigação revela suspeita de eutanásias irregulares de cães e gatos no RS

Ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas e dois médicos-veterinários são investigados por suspeita de realizar eutanásias sem justificativa em animais resgatados

Investigação revela suspeita de eutanásias irregulares de cães e gatos no RS
Por Equipe Cães&Gatos
15 de junho de 2026

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, na manhã desta segunda-feira (15), a ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, e dois médicos-veterinários suspeitos de integrar um esquema de eutanásias sem justificativa clínica em cães e gatos resgatados. As prisões ocorreram durante a segunda fase da Operação Carrasco, que investiga crimes de maus-tratos contra animais e associação criminosa.

Além de Paula Lopes, foram presos os veterinários Tainara Harth, que atuava como responsável técnica da secretaria durante a gestão da ex-secretária, e Marcos Vinicius Jenisch, proprietário de uma clínica veterinária em Porto Alegre. Outros três veterinários tiveram os passaportes apreendidos por determinação da Justiça, ficando impedidos de deixar o país. O marido da ex-secretária também teve o documento recolhido.

Operação também cumpre mandados de busca

A Polícia Civil cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, sendo três deles em clínicas veterinárias onde, segundo a investigação, as eutanásias teriam sido realizadas a pedido da ex-secretária. Uma policial civil também é alvo da operação por suspeita de ter vazado informações sigilosas da primeira fase da investigação e de ter auxiliado na elaboração de laudos falsos.

Na chegada à delegacia, Paula Lopes negou as acusações. Em entrevista à Rádio Gaúcha, afirmou que “não tinha eutanásias que eram feitas desnecessárias” e declarou que laudos técnicos comprovariam a necessidade dos procedimentos. A defesa dos três investigados não havia se manifestado até a atualização do caso.

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Ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas Paula Lopes foi presa na manhã desta segunda-feira (15) (Foto: Reprodução / RBS TV)

Investigação aponta centenas de mortes

Segundo a Polícia Civil, Paula Lopes e Tainara Harth já haviam sido indiciadas na primeira fase da Operação Carrasco. Na ocasião, a investigação apontou que pelo menos 498 animais morreram durante oito meses da gestão da ex-secretária na Secretaria de Bem-Estar Animal de Canoas, em um cenário classificado pela polícia como “uma matança desmedida”.

Nesta nova etapa, os investigadores afirmam que avançaram na análise de celulares e contas bancárias apreendidos anteriormente. A Justiça também determinou o bloqueio das contas dos investigados, a suspensão dos perfis de Paula Lopes nas redes sociais e de um podcast mantido por ela, além da nomeação de um interventor para administrar o instituto que leva seu nome após a avaliação dos animais acolhidos no local.

Fonte: g1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

FAQ sobre o caso

Por que a ex-secretária e os veterinários foram presos?

Eles são investigados por suspeita de participar de um esquema de eutanásias sem justificativa clínica em cães e gatos resgatados, além de responderem por suspeitas de maus-tratos e associação criminosa.

Quantos animais podem ter sido vítimas do esquema?

Segundo a Polícia Civil, a primeira fase da investigação identificou que pelo menos 498 animais morreram durante oito meses da gestão da ex-secretária na Secretaria de Bem-Estar Animal de Canoas.

O caso já foi encerrado?

Não. A segunda fase da Operação Carrasco busca aprofundar a investigação com a análise de materiais apreendidos, incluindo celulares, contas bancárias e documentos.

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