O Serviço de Vida Selvagem do Quênia abriu uma investigação urgente para apurar a causa da morte de 15 elefantes nas proximidades do Parque Nacional de Amboseli, no sul do país.
Trata-se do maior episódio de mortalidade de paquidermes registrado na região em décadas, e a origem do problema ainda permanece desconhecida.
As carcaças dos animais foram encontradas espalhadas em diferentes pontos do ecossistema. Entre os indivíduos vitimados estão fêmeas adultas de faixas etárias variadas e um macho adulto, o que indica que as mortes não se restringem a uma única família ou grupo específico.
Sintomas de paralisia e hipótese de contaminação
Pelo menos dez dos elefantes afetados apresentaram quadros graves de paralisia parcial, ficando incapazes de se levantar e vindo a óbito em um prazo de 24 a 48 horas.
Equipes técnicas recolheram amostras de tecido para análises laboratoriais a fim de rastrear doenças ou envenenamento. De acordo com o comunicado oficial divulgado pelas autoridades, exames preliminares detectaram uma “substância potencialmente tóxica” em amostras de diversos animais.

Para determinar a origem do contagiante, os especialistas estão realizando testes em:
-
Fontes e pontos de água do ecossistema
-
Amostras do solo local
-
Potenciais contaminantes ambientais na região de fronteira
A importância do ecossistema de Amboseli
O ecossistema de Amboseli, localizado na fronteira entre o Quênia e a Tanzânia, é um dos santuários de vida selvagem mais emblemáticos do continente africano e referência no combate à caça ilegal.
Dados do censo mais recente indicam que a área abriga uma população de mais de 2 mil elefantes.
A investigação prossegue para identificar se a exposição ocorreu por contaminação ambiental natural, uso de defensivos agrícolas ou ação humana direta.
Fonte: ANDA, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar.