O atendimento de felinos nos consultórios, muitas vezes, é desafiador. Para esses animais todo o ambiente externo é estressante, devido a diferentes sons, luzes e cheiros, que os tiram do seu habitat seguro.
Para tentar diminuir o estresse e a ansiedade dos gatos, são utilizadas algumas ferramentas, como a gabapentina, que nos últimos anos ganhou notoriedade no mundo.
A médica-veterinária gerente de assuntos regulatórios da Avert Biolab Saúde Animal, Amanda Cologneze Brito, e a médica-veterinária consultora de pesquisa clínica da Avert Biolab Saúde Animal, doutora pelo departamento de Cirurgia da FMVZ-USP e sócia proprietária do All Care Vet, Karina Yazbek, comentam que a medicação é, atualmente, o ansiolítico de eleição para gatos, de acordo com as Diretrizes para Interação Veterinária Cat Friendly, criadas pela Associação Norte Americana de Clínicos de Felinos (AAFM/ISFM).
“Ainda não havia nenhum produto registrado e aprovado no Brasil e no mundo para gatos a base de gabapentina, como o Decrise. Até então, o medicamento apenas era manipulado. Porém, algumas formas farmacêuticas como, por exemplo, em biscoitos, não garantem estabilidade e eficácia, ou era feito uso da apresentação para humanos, que somente existe no mercado em doses inadequadas para felinos, colocando a segurança do animal em risco devido à sobredosagens”, pontuam.
Aliado na rotina clínica
Segundo Alexandre Daniel, médico-veterinário com graduação, residência e mestrado em Clínica Veterinária pela FMVZ-USP e diplomado pelo American Board of Veterinary Practitioners (ABVP), com o título de especialista americano em Medicina Felina, atualmente, a gabapentina é considerada um fármaco fundamental e indispensável na rotina clínica de felinos.
“É o medicamento mais prescrito no mundo todo para ansiólise em gatos, ou seja, para diminuição da ansiedade e do estresse de transporte e manipulação na clínica. É um fármaco que, depois que foi introduzido na rotina clínica, mudou a forma como conseguimos minimizar a ansiedade e o estresse em felinos, com melhora em parâmetros de contenção e no desfecho de forma global na clínica”, explica.
O especialista relata que, para gatos com histórico prévio de comportamento protetivo, é um dos fármacos de eleição para que as abordagens e interações sejam mais amigáveis, reduzindo a ansiedade do animal e de seu responsável.
“Também é um dos fármacos mais recomendados para compor protocolos de terapia multimodal no controle de dor, especialmente naqueles felinos que possuem um componente neuropático e nociplástico de dor”, pontua.
Além disso, o especialista afirma que a gabapentina foi amplamente estudada, existindo evidências robustas que mostram a sua segurança e efetividade no uso a curto prazo e longo prazo em gatos.

Único no mercado
Conhecendo todas essas aplicabilidades e tamanha importância, a Avert Biolab Saúde Animal lançou no mercado nacional o Decrise, o único produto registrado e aprovado no Brasil e no mundo para gatos a base de gabapentina.
“Decrise é indicado para reduzir o estresse de felinos, que necessitem de contenção para manipulação e transporte por até três horas”, comentam Amanda e Karina.
Outros desafios encontrados na sua formulação foram a conquista da homogeneidade entre as partes e a tecnologia do vinco funcional.
“As apresentações de 50, 100 e 200 mg foram pensadas, justamente, para atender as recomendações posológicas das diretrizes felinas e a carência mercadológica do ativo, já que em farmácia humana o produto só existe acima de 300 mg em cápsula. Além disso, os comprimidos são bissulcados, tendo vinco funcional, e muito pequenos, apresentando tamanho entre 0,6 mm e 1 cm. Todos esses detalhes visaram facilitar a administração na espécie felina”, explicam.
Já para avaliar a aceitação dos gatos, o produto passou por testes de aceitação e foram realizados estudos de eficácia e segurança.
“Durante os testes os animais passaram por exame físico completo, exames hematológicos, bioquímicos, urinários, exame neurológico e avaliação de qualquer efeito adverso com a dose recomendada é o dobro da dose recomendada. Todos os estudos realizados foram aprovados pelo Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA), prezando sempre pelo bem-estar dos animais e seguindo as diretrizes legais vigentes”, citam.
