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Gatos se reconhecem por meio de substâncias únicas presentes na urina

Pesquisadores da Universidade de Iwate, no Japão, identificaram que o cheiro individual de cada felino é gerado por ácidos graxos de cadeia ramificada e detectado através da resposta de Flehmen

Gatos se reconhecem por meio de substâncias únicas presentes na urina
Por Equipe Cães&Gatos
24 de agosto de 2026

Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Iwate, no Japão, revelou que os gatos domésticos possuem uma espécie de “impressão digital química” em sua urina.

Publicado na revista científica Current Biology, o levantamento identificou que o reconhecimento individual entre os felinos ocorre devido à presença de compostos chamados ácidos graxos de cadeia ramificada (AGCRs), que criam um odor exclusivo para cada animal.

Os cientistas descobriram que esses ácidos graxos ficam armazenados em gotículas lipídicas localizadas no córtex renal dos felinos. A estrutura atua como um reservatório capaz de preservar a assinatura química do pet mesmo diante de variações em sua dieta ou estado de saúde.

A resposta de Flehmen e a percepção dos feromônios

Para avaliar como os gatos interpretam esses sinais de comunicação olfativa, a equipe analisou a frequência da chamada resposta de Flehmen — comportamento em que o animal levanta a cabeça, enruga o focinho e abre ligeiramente a boca para captar feromônios pelo órgão vomeronasal.

Durante os testes, os especialistas observaram uma diminuição da resposta à medida que os gatos eram expostos repetidamente à urina de um mesmo indivíduo familiar. Contudo, ao entrarem em contato com a amostra de um felino desconhecido, os animais voltavam a exibir o comportamento com frequência, demonstrando capacidade de aprendizado e diferenciação química.

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Comportamento conhecido como resposta de Flehmen permite que o gato capte e analise a assinatura química da urina de outros felinos (Foto: Reprodução)

Avanços no entendimento da biologia felina

Embora a presença de gotículas de gordura nos rins dos felinos já fosse conhecida pela comunidade científica, sua função biológica permanecia incerta.

Os resultados atuais indicam que o órgão desempenha papel ativo na produção e manutenção do perfil metabólico usado na territorialidade e na identificação social da espécie.

Os pesquisadores pretendem investigar agora os mecanismos fisiológicos envolvidos na formação e liberação dessas gotículas lipídicas para a urina.

Fonte: Metrópoles, adaptado pela equipe Cães&Gatos.