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Onça-parda é solta na natureza após se recuperar de atropelamento em Botucatu (SP)

Fêmea de dois anos sofreu traumatismo cranioencefálico na Rodovia Alcides Soares, passou por duas semanas de tratamento no Cempas da Unesp e retornou à mata com registro em câmera térmica

Onça-parda é solta na natureza após se recuperar de atropelamento em Botucatu (SP)
Por Equipe Cães&Gatos
21 de agosto de 2026

Uma fêmea de onça-parda de aproximadamente dois anos de idade retornou ao seu habitat natural após se recuperar de um atropelamento na Rodovia Alcides Soares, em Botucatu (SP).

O animal, que sofreu um traumatismo cranioencefálico em decorrência do impacto, passou por duas semanas de tratamento intensivo até apresentar condições clínicas adequadas para a soltura.

O resgate ocorreu no dia 3 de agosto de 2026, quando a Guarda Civil Municipal (GCM) socorreu o felino com vida e o encaminhou para o Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas) da Unesp de Botucatu.

Diagnóstico e reabilitação no Cempas

Ao dar entrada na unidade veterinária, a equipe técnica realizou exames de imagem e laboratoriais que confirmaram a gravidade das lesões na região da cabeça.

Durante as duas semanas de internação, a onça recebeu suporte medicamentoso para redução dos danos neurológicos e monitoramento contínuo de seu comportamento e resposta a estímulos.

Após a estabilização completa do quadro e a constatação de que o felino mantinha seus instintos selvagens preservados, os veterinários liberaram o animal para a reintrodução ao meio ambiente.

onça resgatada
Onça-parda foi resgatada no começo do mês em Botucatu (Foto: Centras / Semil / Divulgação)

Operação de soltura e monitoramento

A devolução da onça-parda à natureza foi realizada em uma área de mata preservada na região de Botucatu. A ação conjunta mobilizou profissionais do Cempas, da Polícia Militar Ambiental, da Guarda Civil Municipal e do projeto Felinos da Cuesta.

O momento da soltura foi registrado com o auxílio de uma câmera térmica, equipamento que permitiu monitorar os primeiros passos e o deslocamento da fêmea na vegetação sem causar estresse ao animal durante o período noturno.

Fonte: g1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.