Dados do relatório Trending Topics Q3 2025, da MRI-Simmons, apontam que 6,1% das residências nos Estados Unidos planejam adotar um pet no próximo semestre — o equivalente a 15,8 milhões de lares.
Embora pesquisas de intenção exijam cautela, o índice se mostra consistente quando comparado à taxa recente de adoção: 5,1% das famílias incorporaram um cão ou gato ao convívio doméstico nos últimos 12 meses.
Geração Z concentra maior propensão
Como esperado, o estágio de vida influencia a decisão. Adultos da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) lideram o movimento: 11,2% afirmam que devem acolher um animal em breve, quase o dobro da média geral.
Entre Millennials, o percentual é de 8,0%; na Geração X, 4,0%; e entre Baby Boomers, 2,4%.
Os cerca de 5 milhões de integrantes da Gen Z que planejam adotar representam 32% do total de potenciais adotantes — embora correspondam a apenas 17% da população adulta.
Já os 7,1 milhões de Millennials com essa intenção equivalem a 45% do grupo interessado, acima dos 34% que essa geração representa no conjunto de adultos.
Recorte étnico também se destaca
Entre lares hispânicos, 8,2% demonstram interesse em adotar, o que corresponde a 3,8 milhões de domicílios.
Assim, respondem por 24% do total de interessados, apesar de representarem 18% das residências no país.
Entre brancos não hispânicos, 5,3% manifestam o mesmo plano — o que equivale a 8,7 milhões de lares.
Ainda assim, essa parcela representa 55% dos que pretendem acolher um animal, abaixo dos 64% que ocupa na distribuição geral.
Faixa de renda influencia comportamento
A renda familiar também é determinante. Entre domicílios com ganhos anuais inferiores a US$30 mil, 7,7% pretendem receber um novo companheiro, acima da média nacional.
À medida que o poder aquisitivo aumenta, o interesse diminui: varia entre 7,0% e 7,1% nas faixas de US$30 mil a US$99 mil, cai para 5,0% entre aqueles com rendimentos de US$100 mil a US$149 mil e recua para 4,5% nas casas com US$150 mil ou mais.
O padrão se repete nas adoções recentes. Segundo o levantamento, 6% dos lares com renda abaixo de US$30 mil que já possuem animais acolheram um cão ou gato no último ano, ante 4% entre aqueles com rendimentos superiores a US$150 mil.
Esse cenário sugere que famílias com maior estabilidade financeira interessadas em ter um companheiro doméstico já o possuem.
No entanto, o retrato de 2025 foge ao histórico observado entre 2016 e 2024. Nesse intervalo, não houve registro consistente de queda progressiva na taxa de acolhimento conforme o avanço da renda — tendência que agora se consolida.
A leitura possível é de que exista uma demanda reprimida entre famílias de baixa renda, antes limitada por restrições orçamentárias, que se tornou mais evidente.
Caso as condições econômicas melhorem, os índices podem avançar ainda mais.
Quem já tem pet quer ampliar a família
O estudo também revela que quem já convive com animais demonstra maior disposição para expandir o núcleo doméstico:
- Entre tutores de cães, 10% pretendem receber outro animal;
- Entre quem possui gatos, o índice sobe para 14%;
- Já entre lares com cães e gatos, 19% planejam aumentar o grupo de companheiros.
Fonte: Petfood Industry, adaptado por Cães & Gatos
FAQ sobre tendências de adoção no EUA
Quantos lares pretendem adotar um pet nos próximos seis meses?
Cerca de 15,8 milhões de residências, o equivalente a 6,1% do total nos EUA.
Qual geração lidera a intenção de adoção?
A Geração Z, com 11,2% dos adultos planejando acolher um animal.
A renda influencia na decisão?
Sim. A intenção é maior entre famílias de baixa renda e diminui conforme o poder aquisitivo aumenta.

