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Iniciativas promovem inclusão e equidade racial na Medicina Veterinária

Comitê de Diversidade, Equidade e Inclusão, do Afrovet, aponta o que é essencial na luta antirracista dentro da profissão

Iniciativas promovem inclusão e equidade racial na Medicina Veterinária
Por Cláudia Guimarães
20 de novembro de 2024
Última atualização: 02/02/2025 - 12:31

A luta contra o racismo estrutural ainda é gigante no Brasil e o campo da Medicina Veterinária não está imune a esses desafios enfrentados diariamente. Neste Dia da Consciência Negra, conversamos com o Comitê de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) do Afrovet, composto por cinco integrantes, sobre a importância de ampliar espaços e oportunidades para profissionais negros dentro do setor, desde as universidades até os postos de liderança em clínicas, hospitais veterinários e indústrias.

De acordo com os profissionais do comitê, Marielen Albuquerque, Débora Paulino, Eliana Conceição, Adriana Ribeiro e Lucas Almeida, os desafios atuais ainda carregam muito dos precedentes históricos resultados da estruturação social do nosso País. “Um dos desafios relevantes a se pontuar é a urgência de ambientes acolhedores dentro dos espaços de trabalhos, colegas conscientes e ativos em prol da luta antirracista. E o Afrovet surgiu exatamente para simploficar essas relações, sendo o elo entre as empresas e os profissionais negros dentro do mercado de trabalho, seja ao medico-veterinário autônomo ou em ambiente corporativo”, salientam.

“A data de 20 de Novembro é um dia de resistência e esperança, de que seguimos lutando como coletivo”, afirmam profissionais (Foto: reprodução)

O próprio espaço de DE&I é um avanço na luta contra o racismo, na visão dos integrantes do grupo, porque ele cria o espaço de diálogo, promovendo o acolhimento, escuta ativa, assim como direciona as necessidades para dentro das empresas.

O Grupo Afrovet menciona que, na cosmovisão africana há a seguinte citação: “A união do rebanho obriga o leão a deitar-se com fome”. “Isso traduz a ideia de que quando um de nós, médicos-veterinários, está em ascensão, naturalmente, é visto, se torna inspiração aos jovens. Então, a falta de representatividade gera a ilusória ideia de que não é possível ter esta profissão”, observa.

Para os integrantes do grupo, o letramento racial é o passo fundamental para desenvolver possibilidades. Eles defendem que “uma sociedade reeducada a respeito de raça, é uma sociedade que tem o poder de mudança. A luta antirracista inicia-se a partir do letramento racial”. Que nada mais é do que o processo de adquirir conhecimento, habilidades e consciência crítica sobre questões raciais, com o objetivo de identificar, compreender e desafiar as dinâmicas do racismo e das desigualdades raciais.