O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou por maus-tratos a mulher investigada por manter a cadela Antonieta, uma filhote da raça buldogue francês que ingeriu 55 pedras de crack dentro de casa, no bairro Jarivatuba, em Joinville.
O crime ocorreu em 17 de abril de 2026. Segundo o MPSC, a acusada confessou à Polícia Militar que utilizou o animal para ocultar os entorpecentes e, por isso, também responde a uma ação penal por tráfico de drogas.
A denúncia, assinada pela promotora Simone Cristina Schultz, aponta que a omissão da acusada foi determinante para o sofrimento do animal.
Além de pedir a perda definitiva da guarda, o órgão solicitou o pagamento de uma indenização de R$ 38.362,02 por danos morais coletivos e materiais, valor que será destinado ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados (FRBL). O Poder Judiciário avalia se aceita a denúncia.
Internação na UTI e diagnóstico grave
Na data do incidente, a filhote, de apenas três meses, foi levada por um casal a uma clínica local após apresentar crises convulsivas recorrentes, tremores, rigidez muscular, alterações neurológicas severas e complicações respiratórias e gastrointestinais.
Ao identificarem que o quadro era de intoxicação por entorpecentes, os veterinários acionaram a Polícia Militar.
Antonieta precisou passar por exames de endoscopia, internação prolongada e foi transferida em 23 de abril para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) veterinária especializada em Curitiba (PR), onde permaneceu em estado crítico até receber alta, em 3 de maio.

Prisão da acusada e nova família para a cadela
No mesmo dia em que o animal recebeu alta médica, a investigada foi detida novamente pela Guarda Municipal em Joinville ao tentar esconder pedras de crack ao ver a viatura.
A cadela Antonieta recuperou-se totalmente das lesões e foi acolhida por um dos policiais militares que atenderam a ocorrência e acompanharam o resgate.
Fonte: g1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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