A população de cães e gatos mantidos como animais de companhia na Coreia do Sul atingiu a marca de 3,67 milhões de registros oficiais em 2025, representando uma alta de 5,3% no comparativo anual.
O avanço reflete a consolidação da transformação cultural no país asiático, que caminha para a proibição definitiva da criação, abate e comercialização de cães para consumo humano a partir de 7 de fevereiro de 2027.
Segundo dados do Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais sul-coreano, a mudança de paradigma também impulsionou o encerramento antecipado das atividades de 82% das antigas fazendas de carne canina, além de reduzir em 10,4% o número de animais abandonados nas ruas.
Incentivos governamentais e rigor nas novas penalidades
Para acelerar a transição da indústria antes do prazo final, o governo ofereceu indenizações de até 600 mil won (aproximadamente R$ 2,2 mil) por animal aos produtores que encerrassem a produção, juntamente com linhas de crédito facilitadas, programas de apoio para reemprego e auxílio de carreira.
Atualmente, cerca de 300 instalações permanecem ativas, abrigando estimadas 20 mil cabeças de cães. No entanto, após a entrada em vigor da Lei Especial aprovada pelo parlamento, os proprietários que descumprirem as regras estarão sujeitos a penas severas de até três anos de prisão.

Prorrogação de exigências para importação de rações
Com o aumento da presença de animais domésticos nos lares sul-coreanos, o governo estendeu para 31 de dezembro de 2027 o prazo de adequação às regras de importação de rações e alimentos industrializados.
A flexibilização visa garantir a estabilidade do abastecimento de insumos no mercado consumidor e conceder mais tempo para que exportadores e importadores internacionais cumpram os novos parâmetros sanitários.
A única exceção mantida com exigência imediata de adequação sanitária aplica-se às rações que contenham ingredientes e proteínas derivados de ruminantes.
Fonte: Petfood Industry, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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