Há alguns anos existe um debate acerca da relação mais próxima entre as pessoas e seus animais de estimação. Esse movimento não apenas mudou a forma como humanos se relacionam com pets, como também tem influência direta na economia e nos avanços pelo qual passou e está passando a Medicina Veterinária.
Um estudo recém divulgado pela empresa de consultoria CVA Solutions apontou que, atualmente, os brasileiros destinam, em média, 8% do orçamento familiar mensal aos animais de estimação.
Com base nisso, o gasto médio mensal com cães chega a R$690, enquanto os custos com gatos giram em torno de R$574 por mês.
Dados da Associação Brasileira do Setor de Animais de Estimação (Abempet) corroboram com esse cenário.
Conforme divulgado pela associação, os cães representam um custo mensal que varia entre R$370 e R$700 reais, dependendo do porte e raça. Os gastos com os felinos ficam em torno de R$280,00 por animal. Já peixes, pequenos répteis, pequenos mamíferos e aves possuem um custo por mês muito variável, podendo até ultrapassar os das duas principais categorias de pets.
Com base nisso, Caio Villela, CEO da Abempet, relata que os investimentos com os animais de estimação vêm se consolidando ao longo dos últimos anos.
“Tivemos um movimento forte a partir de 2020, no qual os gastos com alimentação, acessórios e saúde se tornaram parte do orçamento familiar. Hoje, graças à gama muito maior de produtos e serviços, o setor atende todos os bolsos e gostos e os responsáveis buscam oferecer o que há de melhor dentro do orçamento familiar para dar conforto e qualidade de vida aos seus pets”, comenta.

Mesmo em meio às instabilidades econômicas pelas quais o Brasil vem passando, ainda assim não são vistas mudanças concretas na rotina de cuidados com cães e gatos.
O profissional afirma que, na realidade, os responsáveis por pets têm se tornado cada vez mais criteriosos e atentos a saúde e bem-estar dos seus companheiros, oferecendo desde produtos essenciais, como os voltados para alimentação, higiene e saúde, até serviços que estão ganhando espaço, como os de creches, dog walker e cat sitter.
Alimentação detém a maior fatia
Dentre os principais gastos com pets, a alimentação continua representando a principal fatia do orçamento, visto que muitos responsáveis sabem da sua relevância para a longevidade e qualidade de vida.
“Os responsáveis buscam por alimentos de qualidade e seguros. Por isso, o PET FOOD possui a maior fatia no faturamento do setor e é destaque quando falamos em tecnologia, inovação e qualidade internacionalmente reconhecida”, pontua Caio.
No entanto, apesar do maior volume de dinheiro estar concentrado na alimentação, os serviços veterinários estão ganhando espaço e se destacando nos últimos anos, principalmente devido a maior adesão dos responsáveis aos produtos e cuidados oferecidos.
“Em percentual, cerca de 37% dos gastos deveriam ser destinados a saúde dos pets, considerando um cenário ideal de vacinação, vermifugação, banho e tosa, e, ao menos, uma consulta anual com o veterinário”, analisa o CEO da Abempet
Ainda de acordo com ele, atualmente, os serviços veterinários estão passando por uma transformação importante que engloba, por exemplo, novas tecnologias e medicamentos, aumento na quantidade de hospitais e clínicas veterinárias e até planos de saúde.
